terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Fechamento do mês dez/2013

Acabou!



2013 foi um ano bastante turbulento pra mim, tive problemas em todas as áreas da vida menos na profissional que segue muito bem, mas chego agora em 2014 com a maior parte dos problemas resolvidos e pronto pra começar o ano com força total.

Desempenho do mês foi uma bosta, a ALLL3 perdeu o chão e rolou ladeira abaixo a 200km/h, stopei e resolvi esperar o que vai acontecer com a empresa visto que o governo está bastante insatisfeito com ela. Minha alocação em renda variável é de 20% hoje então o impacto no resultado final do mês foi de um prejú de -1,73%. Sem o aporte seria de -2,77%.

Estou posicionando a maior parte do meu capital em Tesouro Direto. Como eu estou com uma grana alta desde a venda do imóvel, estou com a idéia de alocar TUDO em renda fixa e recomeçar do zero em RV, destinando todos os aportes do ano para compra de ações. Seria interessante pois uma das coisas que eu quero esse ano é deixar as finanças no mais automático possível, me preocupar menos com cálculos, home broker e etc. Acredito que será mais um ano terrível para nossa economia e somando ao fato de que temos eleições em outubro, fica difícil traçar uma estratégia focada em RV no momento. Por outro lado nos últimos meses os juros da renda fixa ficaram excelentes. Estou seguindo a estratégia sempre comentada pelo Finanças Inteligentes de alocar no Tesouro Direto em LTN e LFT, mirando no curto prazo. A LFT apesar de pagar pouco pode ser vendida no meio do caminho sempre com valorização, enquanto a LTN serve para ter previsibilidade dos rendimentos. A estratégia a ser seguida é aproveitar os momentos de altas repentinas dos juros pré-fixados para compra utilizando os recursos da LFT. Também estou com alguns CDBs porém visando liquidez imediata.

Vou procurar estudar alguma forma de proteção cambial visto que tudo indica que o dólar vai subir ainda mais esse ano. Esse país é uma merda, moeda fraca, economia estagnada, governo comunista, impostos absurdos, porra como é ruim viver aqui, tem que ser muito idiota pra defender alguma coisa que esse governo faz, só quem não entende nada de economia acha que o PT toma boas decisões.

Os protestos de junho, apesar de muita gente comentar que não serviram pra nada, acredito que ajudaram sim a acender de forma mais consistente esse debate entre esquerda x direita, intervencionismo estatal x livre mercado, Estado-babá x Estado menor. Ficou bem escancarado a podridão do nosso sistema político, onde todo mundo é de esquerda e a intenção não é ter um plano de governo e sim um plano de poder. Onde está a alternativa ao modelo atual? Em lugar nenhum hoje. A última declaração da Dilma de ano-novo foi mais um chute no saco do povo pra dizer que somos todos imbecis, tentando convencer de que o país está melhorando.

Estou lendo o livro Esquerda Caviar do Rodrigo Constantino, livro sensacional, assim que acabar faço um post sobre ele e pretendo começar a ler o Assassinato de Reputações do Tuma Jr.

Na vida pessoal depois do término do namoro tenho saído bastante, viajado, é muito bom poder aproveitar a liberdade depois de ficar num relacionamento de merda, não ter ninguém pra te encher o saco com problema é sensacional. Saio quando quero, faço o que quero, vou pra onde quero e tudo flui sem dor de cabeça.

Pra finalizar, desejo a todos os visitantes do blog um excelente 2014, que seja muito melhor que 2013 para todos nós, aproveitem o começo de ano para renovarem seus planos e objetivos.

Abraços!



sábado, 7 de dezembro de 2013

Cursos à distância

E aí pessoal,


Nem quero comentar sobre dinheiro hoje (já que a PORRA DA ALLL3 NÃO PARA DE CAIR PUTA QUE PARIU) e sim sobre estudos. Pra você que está aí desanimado, vendo muita novela, sem ânimo, sem perspectivas, pare de ser preguiçoso e vá procurar se ocupar com o seu desenvolvimento pessoal. Hoje em dia é possível fazer cursos, assistir palestras e aprender muita coisa sem sair de casa e também sem gastar 1 real do seu querido aporte. então segue abaixo um compilado de sites pra isso:




Excelente site brasileiro com conteúdo gratuito, vale muito a pena conferir, o site possui um layout muito bom e agrega cursos de universidades do mundo todo, até onde eu conferi, todos legendados em português. Existem os mais diversos assuntos, então provavelmente você consegue encontrar algo na sua área. Alguns cursos emitem um certificado de conclusão, acredito que seja necessário pagar por isso. Entra logo aí e dá uma olhada.

ITunes U

Esse é pro pessoal que possui aparelhos Apple somente, excelente plataforma de estudos, também contendo uma vasta biblioteca de cursos online. Como eu não tenho, só vi por cima, mas você que tem um iPad pare de jogar essa bosta de Candy Crush e use-o para algo útil.

Udacity (www.udacity.com)

Vários cursos online focados na área de exatas, em inglês. Bom para a galera de TI, assim como o...

Pluralsight (pluralsight.com)

Inúmeras videoaulas focadas na área de TI, de excelente qualidade, algumas com legenda em português. É pago, mas vale a pena.

MIT OpenCourseware (ocw.mit.edu)

Cursos gratuitos do MIT de uma infinidade de assuntos. Nunca fuçei muito nesse, mas parece ter um conteúdo bem legal e de alto nível.

Khan Academy (www.khanacademy.org)

Conteúdo gratuito para uma infinidade de temas, incluindo aquelas aulas chatas que você tinha no ensino fundamental e médio, mas com uma forma de didática muito melhor do que aquela sua professora desmotivada de matemática. Altere o idioma para português no seletor lá embaixo para ver nosso conteúdo regional.

Espero que tenham gostado e que algum dos sites seja útil para vocês.

Abraços!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Fechamento do mês nov/2013

E aí pessoal,



Novembro não foi um mês bom para a renda variável, muitas ações que haviam se recuperado afundaram novamente e a euforia de setembro já perdeu completamente a força. As incríveis trapalhadas do governo, irresponsabilidade fiscal completa, falta de planejamento econômico, estrutural e todos os outros problemas que já estamos carecas de saber garantem o rebaixamento do nosso rating e a tal "tempestade perfeita" vai nos atingir em cheio se tudo continuar do mesmo jeito. Deixamos de ser afetados por uma crise mundial para agora sermos afetados por uma crise criada pelo péssimo governo do PT, que visa somente a próxima eleição.

Aliás o debate entre esquerda e direita vai ganhando força e incrivelmente nenhum partido político aproveita essa oportunidade para criar uma alternativa ao governo trapalhão e bandido atual, só no Brasil mesmo pra ter tanta merda ao mesmo tempo.

Resultados do mês

Terminei com um aumento no patrimônio de 1,39%. Ruim pois basicamente foi composto pelo aporte de R$ 3570,00. Sem o aporte seria um aumento de somente 0,11%. Como eu ainda estou muito mais alocado em renda fixa do que renda variável, isso que segurou o tombo de -2,14% na bolsa. Estou focado em ALLL3, a ação está num patamar muito baixo, tem enfrentado seus problemas mas possui uma estrutura muito boa, atua em vários ramos diferentes e acredito na recuperação da empresa nos próximos meses. A maior parte do meu patrimônio ainda está alocado em renda fixa por alguns problemas que eu tive com relação a venda do imóvel, mas acredito que esse mês de dezembro eu finalmente consiga realocar esse valor. Na situação atual pretendo colocar a maior parte em títulos do Tesouro com prazos curtos e pré-fixados, seguindo as dicas do excelente Finanças Inteligentes, pois está difícil achar algum raio de esperança de que as coisas melhorem no ano que vem. As taxas do TD estão excelentes, então é melhor garantir uma grana no bolso e dormir sossegado.

Vida pessoal

O blog anda meio parado, passei por maus bocados esses últimos meses na vida pessoal, terminei um namoro de longa data por incompatibilidades e brigas constantes, definitivamente 2013 não foi um bom ano, mas estou aprendendo com os erros e traçando objetivos e metas para serem perseguidas em 2014. Foco total no desenvolvimento pessoal, isso é o mais importante sempre, os frutos você acaba colhendo naturalmente. O pior de tudo é o final de semana, estou num tédio que só. Só frequento uns botecos no sábado a noite com uns amigos e olhe lá. O que vocês costumam fazer pra distrair? Videogames? Baladas? GPs? Faz muito tempo que não vivo a solteirice, desaprendi :(

Abraços! E cuidado com essa bosta de Black Friday, não tem nada de bom!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

A infestação de esquerdistas idiotas

Chego em casa do trabalho. Descanso, tomo um banho, janto. Coloco meus gastos do dia nas minhas planilhas e dou uma navegada. Facebook. O lar dos que gostam de dar opiniões sobre assuntos que não conhecem. O reduto do fracassado que posta diariamente fotos sobre motivação, frases para espantar os invejosos (que eles fantasiam que existem para tornar suas vidas menos medíocres e terceirizar a responsabilidade sobre seus erros), inúmeros manginas curtindo fotos de vadias que transformam seus perfis em vitrines, como se fossem produtos a serem comprados. E os esquerdistas idiotas. Ah, os esquerdistas.



São aqueles caras que vive curtindo as bobagens que blogueiros chapa-branca e deputados imbecis postam. Leonardo Sakamoto, o esquerda caviar da Folha e seus textos sempre tendenciosos a favorecer mais poder ao Estado, o deputado Jean Wyllis e seus comentários de ódio contra a igreja, a família, a polícia e as leis. Eles também adoram o feminismo, são os primeiros a curtirem e compartilharem textos de outras blogueiras idiotas sempre vitimizadas pela sociedade patriarcal e o terror de serem cantadas ao saírem na rua. É algo muito horripilante mesmo se sentir desejada por outros homens, que ficam inflando o ego dessas sofridas a cada esquina.

São os caras que curtem o movimento Black Bloc, que são a favor da quebradeira de patrimônio privado mesmo e consideram isso "ativismo" político. Vivem compartilhando onde serão os próximos protestos na Av. Paulista, mesmo que o protesto nem tenha um tema definido ainda. Se sentem as estrelas das redes sociais e acham que são super inteligentes.

São aqueles hipsters que do alto de seus iPhones postam diariamente textos babacas sobre seu dia inútil buscando atenção. Entre cada post particular com a missão de buscar likes, surgem os grandes textos reflexivos em pleno horário de trabalho sobre o assunto do dia que desconhecem e somente repetem o que foi visto em um site ou outro, que compartilha de uma visão ideológica parecida.

Claro que também defendem o passe livre, a ampliação do poder do Estado e a eliminação dos inimigos reacionários que não aceitam como eles essa coisa de vitimização das minorias, separação das pessoas em classes sociais (a eterna batalha do proletariado explorado pela "burguesia", que provavelmente inclui os papais ricos dos ativistas de Facebook), raças (cotas para negros em universidades e agora até em cargos públicos) e direitos humanos para marginais e bandidos (que são somente vítimas indefesas da sociedade cruel).

Típica imagem idiota muito compartilhada por feminazis e seus manginas


Publicam diariamente o sonho comunista de uma sociedade justa e da plena igualdade entre todos, como formigas que pensam de forma padronizada, do alto de suas incompetências profissionais, e nada agregam de valor para a sociedade como um todo. Ou são os oprimidos conformados ou os filhinhos de papai esquerdistas que vivem da mesada de um pai que não teve tempo pra ficar discutindo bobagens ideológicas pois estava ocupando trabalhando pra pagar a escola desse imbecil.

Por não poderem agregar nenhum valor real pra sociedade, criam uma panelinha entre si que compartilham textos cheios de demagogia, opiniões utópicas e bobagens sobre assuntos que desconhecem, principalmente economia. Aí desligam seus equipamentos de última geração e vão dormir com a sensação de dever cumprido, mais um que ajudou a mudar o mundo.

Caralho não dá mais pra aguentar isso. Olhem os textos idiotas que são compartilhados:

Jean Wyllis (ex-bbb gay que virou o deputado das minorias)

Vejam a foto do noticiário abaixo. Ela é chocante para quem defende um Estado Democrático de Direito e reconhece dignidade humana em todas as pessoas, independentemente de sua classe social, etnia, procedência, gênero, identidade de gênero ou orientação sexual, mas também independentemente de a pessoa ter cometido infração ou delito: http://bit.ly/HRQxqb
A pessoa que comete um delito - e essa quebra do pacto social precisa sempre ser contextualizada - não está expulsa da comunidade de direitos por causa disso. Ela tem direito a um julgamento justo! Quando a polícia - o braço do estado cuja atuação deveria ser compatível com os princípios da Constituição Cidadã - exibe o corpo abatido de um delinquente (negro, é bom ressaltar!) como presa de um safári, vemos a falência de nosso Estado Democrático de Direito.

Os que defendem que toda pessoa tem dignidade humana podem ficar chocados com a foto, mas o flagrante captado representa uma prática comum da polícia no Brasil que goza do apoio de políticos demagogos, apresentadores de programas sensacionalistas de tevê e de boa parte da própria população que é vítima dessa polícia (há que sempre lembrar que existem policiais militares e civis que não agem assim, felizmente).

Vejam quantas vezes ele repete a palavra "Direito" para o bandido, e em nenhuma vez diz que o bandido estava com uma criança de 13 anos como refém. Vejam a vitimização da minoria, ao dizer que o bandido era negro. E daí que é negro porra? Olhem a foto dos policiais, mais da metade dele também são negros! Negros honestos, trabalhadores, que estão defendendo os direitos E DEVERES dos cidadãos de bem. Não esqueça caro deputado, um país livre é baseado em uma sociedade com deveres, e um marginal que não cumpre seus deveres perde seus direitos.

Mas nem tudo são horrores. Quando esses idiotas postam alguma coisa imbecil de esquerda, ainda existem muitas pessoas de sã consciência, com um nível intelectual e de maturidade um pouco mais elevado, que rebatem esses argumentos idiotas. Claro que boa parte desses posts são excluídos das páginas dos chapas-brancas, que possuem também um grupo de pessoas financiadas pelo Estado para eliminar as opiniões contrárias e hostilizar os críticos da maneira que sabem melhor: xingando e ofendendo sem sentido.

Vamos parar com essa merda toda, minha gente. Olhem para o lado, olhem o que está acontecendo com a Venezuela, estão implodindo aquele país, demonizaram os empreendedores, criaram uma religião sobre a figura de Hugo Chávez e querem até limitar o lucro das empresas. Olhem a Argentina, com inflação descontrolada e retrocedendo cada vez mais. Olhem agora a chegada dos médicos escravos de Cuba no Brasil, avacalhando com toda a classe médica do país e o Foro de São Paulo traçando os próximos passos da América Latina unida como um grande país socialista.

Parem de ser idiotas, parem de lutar por esse coletivismo imbecil. Enquanto houver liberdade de pensamento, liberdade de expressão, sempre vai haver desigualdade social e econômica. É simples assim. A utopia socialista só funciona com base na ditadura e na morte do indivíduo perante o Estado, que fica com seus líderes bilionários sentados sobre toda a população oprimida. Chega dessa merda!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

[Livro] Os segredos da mente milionária

Demorei muito tempo pra ler este livro, e acho que na verdade li ele tarde demais.



Os segredos da mente milionária funciona mais como um livro de auto-ajuda financeira do que um livro sobre finanças em si. O público-alvo é voltado a pessoas que não possuem uma boa educação financeira, estão com as contas bagunçadas ou não conseguem criar hábitos financeiros saudáveis, pois não possuem a mentalidade correta para lidar com dinheiro. Visto por esse lado, é uma excelente obra, que ajuda pessoas com preconceitos sobre riqueza e prosperidade, pois ataca bem na ferida: muitas pessoas simplesmente possuem medo de ter dinheiro, ou foram criadas em ambientes onde o dinheiro sempre foi visto como algo distante, ruim ou problemático. Essa falta de instrução muitas vezes traz consequências desastrosas para o futuro, criando gerações de pessoas endividadas e acomodadas com a situação ruim.

Grande parte do livro é composta por "princípios de riqueza", que funciona mais ou menos como os axiomas de zurique: o livro lança um princípio e justifica-o por meio de exemplos e discussões. Gostei bastante da forma como o autor descreve a parte psicológica de pessoas que prosperam e coloca em contraste com pessoas que pensam pequeno, ajudando o leitor a refletir bastante sobre como lida com o dinheiro e dando dicas superficiais de poupança e investimentos.

É um ótimo livro para presentear a algum amigo/parente que vive fazendo besteira com dinheiro e está procurando uma ajuda, e pode ajudar bastante quem já tem um bom mindset financeiro a aprimorá-lo ainda mais. O custo/benefício é excelente e é uma obra leve e em alguns pontos divertida.

Pra encerrar o post, segue abaixo os príncipios de riqueza mencionados no livro:

01. As pessoas ricas acreditam na seguinte idéia: “Eu crio a minha própria vida”.
As pessoas de mentalidade pobre acreditam na seguinte idéia: “Na minha vida, as coisas acontecem”. 
02. As pessoas ricas entram no jogo do dinheiro para ganhar.
As pessoas de mentalidade pobre entram no jogo do dinheiro para não perder. 
03. As pessoas ricas assumem o compromisso de serem ricas.
As pessoas de mentalidade pobre gostariam de ser ricas. 
04. As pessoas ricas pensam grande.
As pessoas de mentalidade pobre pensam pequeno. 
05. As pessoas ricas focalizam oportunidades.
As pessoas de mentalidade pobre focalizam obstáculos. 
06. As pessoas ricas admiram outros indivíduos ricos e bem-sucedidos.
As pessoas de mentalidade pobre guardam ressentimento de quem é rico e bem-sucedido. 
07. As pessoas ricas buscam a companhia de indivíduos positivos e bem-sucedidos.
As pessoas de mentalidade pobre buscam a companhia de indivíduos negativos e fracassados. 
08. As pessoas ricas gostam de se promover.
As pessoas de mentalidade pobre não apreciam vendas nem autopromoção. 
09. As pessoas ricas são maiores do que seus problemas.
As pessoas de mentalidade pobre são menores do que os seus problemas. 
10. As pessoas ricas são excelentes recebedoras.
As pessoas de mentalidade pobre são péssimas recebedoras. 
11. As pessoas ricas preferem ser remuneradas por seus resultados.
As pessoas de mentalidade pobre preferem ser remuneradas pelo tempo que despendem. 
12. As pessoas ricas pensam: “Posso ter as duas coisas”.
As pessoas de mentalidade pobre pensam: “Posso ter uma coisa ou outra”. 
13. As pessoas ricas focalizam o seu patrimônio líquido.
As pessoas de mentalidade pobre focalizam o seu rendimento mensal. 
14. As pessoas ricas administram bem o seu dinheiro.
As pessoas de mentalidade pobre administram mal o seu dinheiro. 
15. As pessoas ricas põem o seu dinheiro para dar duro para elas.
As pessoas de mentalidade pobre dão duro pelo seu dinheiro. 
16. As pessoas ricas agem apesar do medo.
As pessoas de mentalidade pobre deixam-se paralisar pelo medo. 
17. As pessoas ricas aprendem e se aprimoram o tempo todo.
As pessoas de mentalidade pobre acreditam que já sabem tudo.

Abraços!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Fechamento do mês out/2013

Hello motherfuckers,



Outubro pra mim foi um mês péssimo pros trades, mas bom no geral. Tive um rolo com o dinheiro do imóvel mas agora já está tudo certo, agora preciso alocar esse dinheiro da melhor forma possível. Estou na maior dúvida.

Tive um bom começo no mês acertando alguns trades mas logo desembestei a errar e tomei prejuízo de -4,38%. Errei feio principalmente em OIBR e ALLL, essa última levou um tombo gigante nas últimas semanas. Na ponta positiva fiz alguns trades em EZTC e BBAS. Cara, como me arrependo de não ter continuado com BBAS na carteira =(.

Mas no final acabei 0,25% mais rico no final do mês. Ok, isso não repõe nem a inflação, mas tá bão. Como minha carteira é quase toda renda fixa nesse momento, isso deu uma segurada. O aporte foi de R$ 2800,00, bem abaixo do que eu gostaria, mas tive algumas despesas extras.

O que resta pro final de ano? Todos os analistas, blogs e etc estão pessimistas, e eu também. Não vejo motivos para que o Ibovespa continue no patamar atual, e na verdade espero que caia bastante para que eu comece a comprar ativos e formar uma nova carteira de ações.

Aliás, caramba, eu finalmente fui atrás de entender o tal sistema de cotas que o povo tanto fala, gostei, vou ver se começo a usar a planilha do AdP ou criar um sistema próprio pra controlar dessa forma.

Abraços!

sábado, 26 de outubro de 2013

A ilusão da meia-entrada

Final de semana. Nada pra fazer, hora de pegar um cineminha. Você arranja alguma mulher pra ir com você ou leva a esposa/namorada. Resolve comprar antecipadamente pela internet. Preço da meia: R$ 15, inteira R$ 30. 30 reais por cabeça pra ficar 2 horas em uma sala de cinema, tirando os gastos com estacionamento com alimentação, o passeio não vai sair por menos de R$ 100.

Que pena não ser mais um estudante para poder pagar os R$ 15. E quando você resolve ir num show e vê que a meia entrada custa R$ 160 e a inteira R$ 320? Caramba, preciso urgente arrumar uma carteirinha falsa pra economizar desse jeito.

A verdade é que a lei da meia entrada é uma das distorções populistas mais bizarras da nossa legislação. O governo baixa um decreto dizendo que certas categorias de consumidores devem pagar somente metade do valor para espetáculos, exposições, cinema e outros eventos culturais. Tudo isso sem nenhuma compensação para o empresário que está lá tentando levar o negócio dele adiante.



No começo, a meia-entrada só era válida para estudantes com a carteirinha emitida pela UNE (União Nacional dos Estudantes, que criou um monopólio muito lucrativo com essa emissão de carteirinhas). Mas em 2001 o governo resolveu quebrar o monopólio e aí virou festa, qualquer associação, colégio ou padaria (brincadeira) poderia emitir uma carteirinha.

Imagine você tendo uma sala de cinema. Fazendo os cálculos, você chega num cálculo de que o valor da entrada para cobrir seus custos deverá ser de no mínimo R$ 12. Você estipula que seu preço com lucro ficará a 15 reais. Aí vem o governo e diz que você deve cobrar somente metade para boa parte do seu público-alvo e ponto final. Você deverá cobrar R$ 7,50 por ingresso, abaixo do seu preço de custo. Se sua sala encher de estudantes, foda-se.

É claro que isso não vai acontecer. Já que o governo está colocando no seu rabo, você vai ter que compensar elevando o preço da meia-entrada para um patamar onde você consiga o lucro. Qualquer um pode inventar sua própria carteirinha e exibir na porta do cinema. O populismo evoluiu no governo Dilma que decretou em agosto desse ano um estatuto da juventude para estender os benefícios para jovens de até 29 anos (jovens???) que sejam enquadrados como pessoas de baixa renda. A lei contempla também uma porcentagem específica para o número de meias-entradas para os espetáculos, mas ainda não está claro como isso será implementado.

O que acontece então no Brasil de hoje é que não existe meia-entrada de bosta nenhuma. A meia-entrada é o preço de um ingresso normal, e a entrada normal é o preço do otário que não está dando um gato para conseguir uma carteirinha falsa e pagar metade. A lei da meia-entrada serve somente para propagar a corrupção e malandragem na nossa cultura, pois é criada em um modelo sem controle sobre a validade dos documentos, o que faz com que qualquer um emita uma carteirinha de papel falsa e consiga o "benefício". A meia-entrada é uma ilusão populista alimentada por estudantes idiotas úteis que jamais permitirão que essa lei desapareça. Nós fingimos que existe meia-entrada, eles também (o estudante está tranquilo pois nem falsificar ele precisa), o governo também e o empresário também, pois ele já trabalha com os preços adequados para o lucro e ainda consegue um bônus cada vez que um cidadão honesto paga a sua inteira.

O negócio hoje em dia é tão descaradamente falso que alguns eventos propagandeiam a meia-entrada para qualquer um que levar 1kg de alimento. Veja o caso da Brasil Game Show, que ocorre agora nesse final de semana:


Que bonzinhos, todo mundo paga meia! Eles devem tomar um prejuízo enorme desse jeito, não? O preço da inteira nem aparece no site.

Se todo mundo paga meia, ninguém paga meia porra! Mas vamos nos acomodar e fingir que uma entrada de 80 reais para uma exposição é a metade do preço.

A meia-entrada é mais um exemplo de lei malfeita, remendada e de caráter eleitoreiro, pois é facilmente contornável de todos os aspectos e cria somente uma distorção nos preços para que o cidadão honesto acabe pagando o pato e fazendo papel de bobo ou se corrompa e entre para o joguinho hipócrita de pagar metade do dobro de um ingresso normal.

Abraços!


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Playstation 4

Não podia deixar de comentar sobre isso aqui no blog, afinal, é um blog NERD sobre finanças, certo?

Os gamers brasileiros comemoraram durante a E3 desse ano quando a Sony anunciou que o Playstation 4 chegaria no final do ano nos EUA por US$ 400, 100 dólares mais barato que seu principal concorrente da Microsoft, o Xbox One.
Grande parte dos brasileiros ficou maravilhado pois a Microsoft já havia anunciado o preço de lançamento do Xbox One por aqui a R$ 2199. Fazendo uma conta básica numa regra de três, dava pra deduzir que o preço do PS4 ficaria um pouco abaixo desse valor ou pelo menos em um valor bem aproximado. Esse pensamento foi encorajado quando representantes da Sony disseram em entrevistas que querem vender o PS4 com o melhor preço possível por aqui.
O mercado inteiro estava favorável ao novo videogame da Sony. Como a Microsoft deu várias pisadas de bola com o Xbox One (e acabou voltando atrás em basicamente todas elas), era um caso simples da Sony chutar pro gol e abocanhar o mercado nessa nova geração.

MASSSSSS...

A realidade é triste e cruel para esse povão, não é? O preço oficial divulgado pela Sony foi a bagatela de R$ 3999,00. Quatro mil reais por um aparelho de $400. Considerando o dólar a um patamar de R$ 2,20, seria um aumento de 4,5x o valor inicial. Mas que coisa, não? A coisa ficou feia para a Sony, que tentou jogar panos quentes na situação com a explicação abaixo:


Analisando por cima dá pra ver que você está comprando um impostão, que vem de brinde com um lucro gigantesco por unidade para o distribuidor e varejista, e lá no final um videogame de última geração, que de acordo com a tabela, ainda está recebendo um descontinho da Sony internacional senão seria um pouco mais caro.

Tirando alguns detalhes duvidosos, como muitos arrendondamentos para cima e alíquotas de ICMS sendo consideradas sempre no máximo possível, a realidade é que isso mostra claramente que "o gigante" ainda não acordou para o mundo.

O Brasil vive em uma realidade paralela, com um povo massacrado por impostos e regrado a políticas de pão e circo. O protecionismo sem planejamento cria alíquotas estratosféricas para importação de produtos que jamais serão desenvolvidos nacionalmente por falta de capacidade de pesquisa, mão-de-obra, tecnologia e infraestrutura. O consumidor final paga o pato tendo que fazer esquemas com os primos que vão pra Miami e ficando com produtos sem garantia. Um setor potencialmente bilionário é jogado para a informalidade, desperdiçando talentos nacionais e todo um mercado que poderia trazer muito mais benefícios para o próprio governo.

Claro, ninguém vai morrer se ficar sem comprar seu Playstation 4 no lançamento. E sim, os preços provavelmente cairão após alguns meses. Mas ainda sim, será o Playstation 4 mais caro do planeta, e com uma boa margem de diferença do segundo colocado.

Concluo o post com o ótimo texto do blog do Marcelo Tas:

Conclusão: é mais barato comprar um pacote Disney (numa busca rápida, encontrei um de três dias por R$ 1399, hotel e passagens, fora tickets), deixar de ver o Mickey, comprar o PS 4 (R$ 878) e voltar ao Brasil. Total: R$ 2277, quase a metade do que voce vai pagar pelo PS 4 no Brasil!
O preço absurdo, para consumidor otário, do novo PlayStation no Brasil é uma oportunidade para entendermos porque o nosso país vive perdendo o trem da  história. O jeito com que as coisas acontecem não diferem muito de quando eu era jovem e os primeiros computadores Apple surgiram aqui taxados a preços exorbitantes. O fato fez surgir duas indústrias paralelas tão inúteis quanto improdutivas: o contrabando e as empresas “nacionais” cuja arte se resumia a encaixotar produtos gringos nacionalizados na marra em troca de alguns favorezinhos. Recentemente, uma delas, a Gradiente, tentou deter na marra o direito exclusivo da marca “iPhone” no Brasil. Precisa dizer mais alguma coisa?
[...]
Os tempos são velozes demais para brincadeira boba de adulto. Ou o Brasil se liberta dessa herança maldita – taxação e espertezas astronômicas – ou a herança maldita acaba de vez com o Brasil.
Até o BBAS3 entrou na zuera

sábado, 12 de outubro de 2013

[Games] GTA V

E aí pessoal, tudo bom?

Acho que já joguei o suficiente de GTA V para escrever finalmente um review e falar sobre a parte financeira do jogo! Então vamos lá:




GTA V

Bom se você nunca jogou um GTA na vida (coitado) pelo menos deve saber do que se trata o jogo: é um jogo de ação da produtora Rockstar com elementos de RPG que oferece um mundo aberto e gigantesco para que você possa explorá-lo da melhor maneira possível. Só que nesse mundo você faz papel de um criminoso (no caso de GTA V, três) e você pode curtir o jogo com atitudes de um cidadão normal ou você pode sair metralhando aquela galera que está conversando de boas na praia ou começar a jogar granadas para todos os lados no meio de um engarrafamento. A grande sacada do jogo é oferecer uma simulação realista do mundo real, com cidades, montanhas, lagos, praias, parques, lojas, boates, bares, aeroportos, portos, prisões, e tudo que tem direito, e deixar o jogador lidar com esse mundo da maneira que lhe agrada mais.

Essa versão supera as anteriores em termos de tamanho do mapa e realismo gráfico. É impressionante comparar GTA IV que saiu logo no começo dessa geração de consoles e GTA V, que sai agora perto do lançamento do Xbox One e PS4, e perceber toda a evolução técnica ainda no mesmo hardware da anterior. Os cenários são de cair o queixo, o nível de detalhes do mapa em todos os cantos é animal e a jogabilidade também evoluiu muito.

Tá cansado das missões? Pega um avião e pula de pára-quedas ou vai participar de um rally

Na trama você controla 3 personagens distintos, que se unem em várias missões e as histórias vão se cruzando nos pontos-chave do enredo. Diferente de GTA IV que tinha uma crítica mais séria sobre o sonho americano, GTA V é um jogo repleto de ironias, sarcasmos e piadas em um mundo distorcido que leva aos extremos as bizarrices do nosso mundo real. Você atropela alguém na rua e é capaz de outro pedestre chegar perto do corpo só pra tirar uma foto com o celular. Existe uma rede social baseada no Facebook que faz várias referências sobre usar a informação privada das pessoas para se monetizar na cara larga. Na história de Michael, você convive com a filha dele estúpida e fútil que sonha em ser atriz e para isso quase vai fazer um filme pornô, e o filho gordo idiota que vive jogando uma espécie de Call of Duty online o dia todo e não quer saber de trabalhar.

É impossível para nós pobretões aportadores batalhadores não nos identificarmos com algumas situações onde o jogo coloca o dedo na ferida e debocha da sociedade em que vivemos, e isso que torna GTA uma experiência única e muito cativante. Franklin, um dos protagonistas, é um cara que quer vencer na vida e não sabe como, e no começo do jogo você encontra ele morando com a tia feminista louca (a piada com as feministas nesse jogo é sensacional) e com um patrão safado explorador. Michael vive a crise da meia-idade e não é feliz com seus filhos problemáticos e a esposa que chifra ele direto, buscando novamente a emoção de roubar que tanto gosta. E Trevor, bem... Trevor é o sociopata louco que vive em um trailer imundo e intimida a todos com seu jeito peculiar de lidar com a vida. Ele é o cara sem-noção e quando você alterna para jogar com ele, acaba sempre o encontrando em alguma situação de merda, geralmente bêbado e seminu em algum canto.

Essa parte de controlar três personagens ficou muito boa, com um botão você consegue alterar o jogo para um dos três e ir seguindo a vida de cada um. Cada um possui o próprio dinheiro, carros e propriedades, e é bem interessante tentar enriquecer os três. Falando em enriquecer, como o jogo lida com o dinheiro?

Tela de compra e venda de ações


Dinheiro é a alma do jogo e a Rockstar caprichou: você pode comprar propriedades que trazem lucro constante, montar uma carteira de ações, fazer trades, assaltar lojas e comprar veículos pela internet (o jogo tem uma simulação própria de internet). Existem duas bolsas de valores, uma simulada internamente pelo jogo e outra que é determinada pelas ações dos jogadores on-line. O legal é que algumas missões interferem diretamente no preço das ações, e você pode aproveitar isso para multiplicar sua fortuna. Por exemplo, cada empresa geralmente possui uma empresa concorrente, e em algumas missões você precisa matar o dono de uma delas ou planejar um grande roubo, o que faz a cotação da empresa afetada desabar e a do concorrente disparar. Então você pode fazer insider trading e fazer all-in nas ações do concorrente com os três personagens antes de finalizar a missão e encher o bolso. É possível usar também técnicas simples e aplicar uma certa análise gráfica de comprar na baixa e vender na alta. Existem inúmeras propriedades a serem compradas no jogo e é bem prazeroso tentar construir um grande patrimônio para os personagens.

O jogo possui legendas em português e fizeram um ótimo trabalho em deixar os palavrões explícitos. Inclusive se você morre aparece escrito bem grande na sua tela "SE FODEU".

Enfim pessoal: GTA é um jogo imperdível, principalmente pro pessoal aqui da blogosfera de finanças. Possui um conteúdo adulto sarcástico e inteligente e permite que você adapte o jogo ao seu estilo particular. Vale cada centavo investido pois irá oferecer muitas e muitas horas de diversão. E quando você está de saco cheio você sempre pode ir na boate pedir um show particular para duas garotas.

Seios!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Fechamento do mês set/13

Hello visitors!



Setembro, o melhor mês para a bolsa brasileira (não significa muita coisa porque este ano está uma bela bosta). Conforme já comentei anteriormente, passei o mês efetuando trades.

A rentabilidade final da carteira de ações ficou em 5,82%. Na renda fixa, fiz alguns investimentos em LCIs no começo do mês, pré-fixada e atrelada ao IPCA, que vem dando um resultado interessante. A rentabilidade média foi de 0,72%. Meu aporte do mês foi de R$ 3500,00.

 Meu carro está um lixo, preciso vendê-lo em breve e comprar um semi novo bom,. Me falta coragem para isso, não aguento ter que ficar gastando com carro. Fora a insegurança de andar com um veículo mais novo. Essa é uma vantagem interessante do carro velho que pouca gente leva em conta, com o carro atual eu largo ele em qualquer esquina e ninguém tá nem aí. Com carro novo dependendo de onde você vá tem que pagar estacionamento sempre. Carro é uma merda!

Mas a principal notícia está relacionada com a venda de parte de um imóvel deixado de herança que me rendeu uma bela grana e foi finalmente concluída esse mês. Esperei por quase um ano por isso, teve todo um rolo jurídico que eu não vou entrar em maiores detalhes. Agora é hora de redesenhar as estratégias de investimentos, alocar corretamente essa quantia em bons ativos e aproveitar esse atalho que surgiu pra minha independência financeira. Um dia esse valor provavelmente será usado para a aquisição de um novo imóvel em meu nome dessa vez, mas não tenho planos para isso para pelo menos os próximos 2 anos. E tendo dinheiro na mão é possível negociar grandes descontos, benefícios, estratégias diferentes de pagamento e etc.

A rentabilidade final, somando aportes e poupança, ficou em 8,12%. Considerando a entrada do dinheiro do imóvel como aporte, já que eu não considerava esse valor antes, cheguei em um incrível salto de 259,44%!!! Ah lelek lek lek lek!

Abraços!

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Novas estratégias de investimentos

Fala pessoal,




Hoje quero falar um pouco sobre as novas abordagens que venho seguindo nos últimos meses.
Vou deixar bem claro aqui que estou numa fase bastante experimental relacionada a investimentos. Muito se deve a minha sensação de insegurança quanto aos rumos da economia e da política do país, já evidenciado nos últimos posts.

No final de julho, quando a bolsa começou a sua retomada após o desastre de desempenho que foi o primeiro semestre, tomei a decisão de operar com trades curtos. All-in (não com todo meu dinheiro obviamente, mas com o dinheiro destinado a renda variável). Meu capital para isso é mediano então o foco é sempre em ações com alta liquidez. Vendi as posições nas ações e parti para os experimentos nessa nova abordagem.

Em agosto comecei brincando com alguns trades já descritos aqui no blog. Consegui uma rentabilidade fraca, mas razoável. Ainda não tinha traçado uma estratégia clara de como operar com trades curtos.

Os resultados estão vindo em um ritmo interessante. Esse mês estou próximo de 5,5% de rentabilidade sobre o capital investido em ações esse mês seguindo essa estratégia. Basicamente tenho minha lista de papéis que eu acompanho constantemente, e então monitoro o humor do mercado, notícias positivas/negativas, tendências (sem me aprofundar muito em análise técnica e gráfica pois esse não é o objetivo principal) e vou traçando minhas decisões. Tenho minha lista de papéis favoritos, filtrados a dedo, sempre bons papéis em termos de dividendos ou potencial de crescimento, e somente opero papéis que eu já estou familiarizado.

Claro, esse mês foi um mês extraordinário para a bolsa, o desempenho de várias ações foi excelente, principalmente as queridas da blogosfera (e minhas queridas também) BBAS, EZTC, ETER se recuperando, até BICB, TIMP e outras surpreenderam. Mas eu diria que a estratégia não está relacionada ao bom desempenho da bolsa até o momento, ou seja, não importa se o Bovespa está subindo ou caindo, pois aqui contemplo até venda de ações a descoberto. Tudo depende do timing. Timing é a palavra-chave.

Não estou querendo ser arrogante de dizer que é possível prever movimentos, mas podemos aproveitar oscilações fortes momentâneas a nosso favor, e uma coisa que é fácil perceber depois de anos investindo é que essas oscilações ocorrem com muita frequência, basta você ter tempo para ficar de olho e aproveitar essas oportunidades. Um exemplo desse mês: saiu uma notícia negativa sobre as elétricas, que afetou principalmente Cemig. Cemig já estava sendo negociada a um valor bem próximo ao fundo dos últimos anos, e no dia que a notícia saiu, ela já abriu o pregão caindo mais de 3%. A notícia era bem superficial, não era garantia de impacto no papel e pra mim era claramente um caso óbvio de compra. Entrei com tudo logo depois da abertura dos negócios, sendo que o papel abriu caindo mais e logo depois começou a sinalizar uma reversão. No mesmo dia vendi com 2% de lucro líquido. Foi um caso até onde eu me arrependi de ter vendido pois o papel continuou se recuperando desde então e eu poderia ter saído da operação com um lucro bem maior. Mas lucro bom é lucro no bolso.

Outra oportunidade óbvia foi a queda das ações da Tim durante essa semana após a euforia que ocorreu depois do anúncio de compra da controladora da Tim pela Telefonica. O papel decolou no dia anterior de forma bastante exagerada, naquela noite após o fechamento do pregão começaram a pipocar notícias alegando que a compra pela Telefonica não seria tão benéfica para o papel e lá estava ele desabando no dia seguinte com a realização de lucros, dando oportunidade para uma venda a descoberto.

O principal ponto negativo dessa abordagem: exige maior dedicação ao home broker do que o normal. Não é todo dia que eu consigo algumas horas pra isso, e muitas pessoas quase nunca conseguem. Estou mudando alguns hábitos no trabalho para aumentar minha produtividade de forma a sobrar mais horas do dia para ficar de olho no mercado, e nos dias que o mercado está morno eu fico só acompanhando algumas notícias em paralelo. O lado positivo: controle maior do risco, foco em uma única operação, menos sujeito a efeitos externos e ao mau humor do senhor mercado.

Vou continuar seguindo com essa abordagem por mais um tempo. Se eu passar por alguma mudança de emprego ou aparecer um projeto mais apertado, volto a me posicionar em algumas ações e deixar a carteira no piloto automático. Mas o aprendizado até o momento está sendo muito interessante, estou gostando do resultado. O mais importante é que é uma abordagem que está me deixando mais tranquilo, sem tanta preocupação com as cagadas do governo e as perspectivas ruins pra economia brasileira nos próximos meses.

Essa mudança de postura veio principalmente depois de ler A Lógica do Cisne Negro. Percebi que é mais interessante diversificar na renda fixa, já que o rendimento médio acaba sendo parecido e o risco de concentrar tudo em um único investimento é muito maior (imagine colocar grande parte do seu capital em um CDB de banco pequeno e ele quebrar, ou focar somente em títulos pré-fixados e a taxa de juros decolar), e diversificar pouco em renda variável. Pela lógica do autor do livro é mais interessante se expor a operações assimétricas onde a perda é limitada e o ganho ilimitado, como operações avançadas com opções. Mas ainda preciso estudar melhor sobre opções para entender bem esse tipo de operação, sou muito leigo no assunto.

Abraços e um excelente final de semana a todos!

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Para onde vai o Brasil?

A nova capa da The Economist mostra claramente a visão do investidor estrangeiro, do empresário e do investidor brasileiro. É o voo que falhou no meio do caminho, o foguete que se desgovernou e perdeu o rumo otimista que havia sido constrúido antes. Ao lado, a capa de 2009 que mostrava o belo cenário que havia a nossa frente, se o governo tivesse dado a atenção necessária para os desde então óbvios problemas que poderiam atrapalhar a decolagem.


Tanto aqui na blogosfera de finanças como nos comentários de economistas nos rádios, TV e internet, ficou claro que o governo errou. Errou feio. Errou em todos os aspectos. O governo Dilma conseguiu em três anos de mandato: aumentar de forma exorbitante os gastos públicos, aumentar o intervencionismo na economia, espantar os investidores estrangeiros (e até hostilizar o capital estrangeiro como se fosse algo ruim e desnecessário), minar a confiança do empresariado, forçar uma derrubada dos juros em um cenário óbvio de inflação no limite, criar medidas absurdas de protecionismo como a elevação do IPI em 30% para carros de fora, não realizar reformas estruturais e evitar as parcerias comerciais com outros países fora da América do Sul, que poderiam beneficiar muito o país.

Temos uma Petrobras que precisa torcer para que o preço do petróleo não suba pois isso pode causar prejuízo. Um setor elétrico atacado como se fosse o inimigo. A indústria morrendo lentamente, perdendo cada vez mais competitividade com outros países. Investimento baixo. Governo abrindo mão de reajustes de preços em tarifas, aumentando a insegurança econômica e o medo de quebra de contratos, o que aliás levou a presidenta a ir até o Goldman Sachs para dizer que o Brasil cumpre seus contratos sim senhor, causando risos na platéia.

Pra piorar não temos nenhum candidato de oposição para se aproveitar das incontáveis burradas do governo atual e apresentar uma proposta diferenciada atraindo a atenção dos insatisfeitos. Ironicamente o único potencial de oposição é Marina Silva, que luta para criar o próprio partido a tempo das eleições do ano que vem.

O projeto de poder perpétuo do PT se alastrou por todos os poderes: executivo, judiciário e legislativo. O julgamento do mensalão e seus embargos infringentes mostrou que não será necessário voto secreto na câmara para impedir qualquer absurdo de acontecer: os juízes deram a cara pra bater, tiraram sarro da pressão popular e o povo não foi pra rua. O prejuízo da corrupção agora se soma ao prejuízo que o país sofre ao travar o judiciário com mais intermináveis horas de abobrinhas e manobras jurídicas para arrastar esse processo. O PT já se alastrou de forma fatal. Eles não tem mais medo do povo. Dilma e Mantega continuam perpetuando mentiras, projeções surreais, maquiagens nas contas públicas e medidas populistas pontuais para controle da massa votante.

A capa da Economist veio no momento certo, pouco tempo antes das agências de rating começarem a cortar a nossa nota, o dólar disparar e a nossa bolsa voltar a afundar. Me mantenho completamente pessimista com os rumos do país. Estamos no caminho de virar outra Argentina ou Venezuela, com seus loucos no poder, seus inimigos declarados da imprensa, a inveja amarga aos Estados Unidos, e seu povo na miséria com inflação descontrolada e fazendo fila por papel pra limpar a bunda.

sábado, 14 de setembro de 2013

Funk Ostentação

É essa a merda que dominou as rádios em São Paulo e no Rio. Esse lixo sonoro que os metidos a maloqueiros colocam em seus carros e passeiam pela cidade na tentativa de pegar mulher. Essa bosta que ficou famosa depois que mataram aquele MC Daleste. O funk ostentação.

Essa nova vertente do funk é o melhor exemplo de que sempre dá pra piorar uma situação que já é ruim. Antes apenas com aquelas malditas músicas onde o único assunto era sexo ou crime, agora além disso eles banalizam o dinheiro e criam uma cultura contraditória onde o cara pobre da favela fica rico graças a indústria fonográfica cantando uma música lixo e pode ostentar isso com carros importados, mansões gigantes e 50 kg de ouro pelo corpo. Enquanto o cara classe média trabalhador massacrado por impostos continua sendo definido como playboy burguês filhinho de papai.

O programa A Liga da Band fez uma matéria que conseguiu dissecar a mente (?) desses cantores e mostra realmente que o funk ostentação e seus artistas são tão vazios quanto suas letras conseguem representar. Vale a pena conferir, apesar do vídeo ser bem longo:


A contradição das letras e da postura desses cantores é tão óbvia que entristece como a futilidade cultural chegou no limite. Um cantor desse consegue fácil R$ 50.000 por noite. A mulherada fica enlouquecida quando eles aparecem. Vejam no minuto 11 como elas começam a chorar quando um desses cantores aparecem e gritam ouriçadas. No minuto seguinte você vê o cara cantar uma música péssima e depois diz: "nosso trabalho é ostentar... Se a gente não coloca um carrão, uma 'cordona' e um 'relojão', a gente vai tá fora da ostentação".

No minuto 24 pra frente mostra um pouco do papel da mulher nisso tudo, portando-se como objetos de consumo, itens que fazem parte da ostentação. Algumas já são mais sinceras e dizem que os trouxas ficam pagando as coisas para elas.

O funk ostentação é o produto do crescimento econômico do país e do aumento do poder aquisitivo sem a estrutura educacional adequada. Formamos uma geração de pessoas idiotas, semi-analfabetas, completamente inúteis para a sociedade como trabalhadores ou empreendedores, cujo objetivo distorcido não é acumular patrimônio ou conquistas pelo trabalho e dedicação, e sim ostentar luxos, roupas de marca, ouro, carrões, com o objetivo único de comer mulheres. As mulheres desse meio por sua vez se realizam como moedas de troca, oferecendo sexo somente para os que ostentam mais, e abusando dos mais pobres (99%) que estão ali tentando participar da onda, endividando-se para poderem entrar na brincadeira e ostentar alguma coisa para terem uma pequena chance de serem aceitos pela mulherada. É a cultura principal da geração nem-nem (nem trabalha nem estuda, mamando nas assistências do governo), que são conduzidos pelo mainstream da indústria fonográfica como ratos de laboratório, perpetuando esse ciclo onde a minoria leva tudo (principalmente mulheres, o objeto principal) e a maioria sai da balada endividado, frustrado e sem recompensa sexual.

E principalmente o funk ostentação mostra que o cara pobre da favela que conseguiu o sucesso não está nem aí pra ninguém exceto para si mesmo, pois eles não optam por usar o dinheiro para ajudar os outros, e sim somente para benefício próprio, transformando-se em uma nova "elite da pobreza", mais uma para esmagar o verdadeiro trabalhador, aquele que nunca é recompensado e passa a vida girando na corrida dos ratos.


sábado, 31 de agosto de 2013

Fechamento do mês ago/13

Olá pessoal,



Agosto foi um mês bastante diferente para meus investimentos. Aproveitei alguns dias que fiz home-office e resolvi brincar de fazer trades pequenos quase o mês inteiro.

Fazia muito tempo que eu não tentava alguns daytrades, mas como o desempenho do ano está uma porcaria resolvi inovar.

Fiz diversas operações, a maioria delas vendas a descoberto nas empresas X. Algumas deram certo, outras não. Fiz sempre no intuito de fechar a operação com poucos centavos de diferença, tentando pegar um movimento de queda mais acentuado. É muito estressante operar desse jeito, passei por altos e baixos esse mês.

Arrependimentos do mês: não ter segurado um pouco mais uma venda a descoberto em OGX (meia hora a mais e eu teria saído com o triplo do lucro), ter comprado ELPL4 no dia que divulgaram o balanço e vendido no dia seguinte com lucro pequeno, só pra ver ela disparar e quase chegar aos 8 reais. Ter vendido BBAS3 numa queda após o pagamento dos dividendos, só pra ver ela se recuperar e voltar a subir.

Falando em OGX, o que foi aquilo ontem no leilão de fechamento? 40% de queda... fico triste pelo pessoal que continuava apostando nela. Foi nela e em LLX que fiz a maior parte dos trades que deram certo, sempre vendendo a descoberto.

Me livrei dos FIIs e usei a grana para comprar LCIs. Fiz isso pois os yields estão muito mais atrativos e dá pra aproveitar o efeito dos juros compostos sem precisar ficar reinvestindo a grana.

Não estou comprado e nem vendido em nenhum papel no final desse mês! Vou agora pensar com calma nas próximas operações, pretendo pouco a pouco retomar a carteira buy and hold. Acho que fiz bem em ter vendido tudo, Eternit despencou depois do rolo com o novo processo trabalhista, Eztec voltou a cair e eu consegui vender a um ótimo preço, vendi ALL a um preço bom e depois ela desabou porém já voltou a subir. BBAS fica patinando mas eu estava comprado quando caíram os dividendos.

O aporte do mês foi de R$ 2700,00.

A rentabilidade total foi de 5,25%. A rentabilidade excluindo aportes foi de 1,59%.


Abraços!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Dica rápida: renda fixa

Olá pessoal, como vão?


Post rápido para comentar sobre a grande alta da renda fixa nas últimas semanas.
Com o Banco Central aumentando a taxa Selic, lembrando que tem autonomia e sendo o único freio contra as cagadas do governo, os títulos de renda fixa voltaram a ser bastante atrativos.

O tesouro está pagando muito bem novamente em todos os seus títulos:


Os pré-fixados estão pagando acima de 11% a.a. já antecipando a futura alta da taxa básica de juros de volta para os dois dígitos. Os títulos atrelados a inflação também não estão nada maus.

Quem quer um rendimento maior e um risco um pouco maior também pode optar por CDBs de bancos menores, como o CDB Direto e o Sofisa Direto. O Sofisa Direto por exemplo está pagando 1,01% a.m. no CDB de 3 anos e 0,85% a.m. no LCI de 2 anos (que não incide o IR de 15% do CDB), além de pagar taxas maiores nos títulos atrelados no IPCA. Vale a pena dar uma conferida. Os FIIs vão ter que cair muito ainda para se adequarem a essas novas rentabilidades da renda fixa.


Abraços!



segunda-feira, 19 de agosto de 2013

[Livro] Memórias de um operador de bolsa

E aí amigos nerds e não-nerds, como estão?

Desculpem pelo blog parado, prometo que vou atualizar mais, as últimas semanas foram meio agitadas e eu também estou com uma crise séria de falta de assunto, rsrs.

Bom, vou falar de um livro que terminei de ler semanas atrás e é simplesmente a coisa mais FODA que eu já li sobre especulações: Memórias de um operador de bolsa.



O livro é a história de Jesse Livermore, famoso operador do começo do século passado (se você já leu Os Axiomas de Zurique deve lembrar quando ele é citado). Ele utiliza um pseudônimo pra contar sua história, que é dividida em capítulos temáticos, sendo que o começo do livro vai contando seus sucessos e fracassos na juventude, quando começou na vida de especulador através de "bucket shops", uns lugares que existiam antigamente onde as pessoas com pouca grana podiam operar num esquema ilegal por fora da bolsa. Como a tecnologia era arcaica naquela época, as cotações eram enviadas com telégrafos e transmitidas em uma fita. Jesse aprendeu desde cedo a interpretar sinais de alta e baixa do mercado e operou tanto na ponta compradora quanto vendedora.

A história é sensacional, principalmente pela persistência do sujeito. Em alguns momentos ele ganhava uma fortuna gigantesca, e passado um tempo perdia tudo e ainda ficava devendo. Acho que ele "quebra" umas 3 ou 4 vezes, sendo que em uma delas ele fica ainda devendo milhões. E por incrível que pareça, ele consegue dar a volta por cima, recuperando tudo usando o mercado de ações.

O interessante é como ele descreve seu próprio raciocínio de operador, dando dicas muito atuais sobre como operar em certos cenários e como controlar seus trades de forma que você consiga escapar de uma operação ruim o mais depressa possível. Ele ainda faz um excelente trabalho ao dissecar completamente seus próprios erros nos momentos que ele vai a falência, não se entregando ao pânico e ao sofrimento que muita gente sente ao tomar a primeira porrada na bolsa.

O livro deixa claro a importância de seguir um sistema próprio de investimentos e de não dar ouvidos a opinião dos outros. Ele passa por eventos que deixam claro o problema de deixar os amigos, analistas e palpiteiros influenciarem suas decisões de compra e venda, e acaba quebrando justamente nessas ocasiões.

A vida do cara foi muito interessante e acho que é leitura obrigatória pra todo mundo que quer se meter nesse meio, até os buy and holders.

Infelizmente não consegui encontrar o livro para compra em lugar nenhum, apenas um PDF solto por aí. Pena, pois é uma literatura muito interessante e valeria muito a pena cada centavo investido.

Quem quiser conferir: http://www.kairosinvestimentos.com.br/arquivos/livros/reminescencias_de_um_especulador_financeiro_edwin_lefevre.pdf (sei lá até quando esse link fica de pé).

Abraços!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Fechamento do mês jul/13

Olá pessoal,


Mais um mês bastante volátil, que foi finalmente agraciado por uma recuperação no meio que deu um suspiro de alívio para todos que estão acompanhando a bolsa nesse ano horrível.

Fiz algumas trocas de papéis, estou com certa dificuldade de manter o buy & hold padrão com as quedas ininterruptas, governo errando a mão o tempo todo e etc. Na verdade, estou dando uma pausa pra respirar e estudar novas estratégias. Estou lendo bastante sobre biografias de investidores e especuladores, lendo menos notícias e mais análises, enfim, fazendo a lição de casa pra tentar achar um meio de dormir a noite com mais calma.

Eu desisti de postar no blog valores absolutos da carteira. Acho mais interessante para divulgação mensal colocar gráficos e mostrar de forma mais ilustrativa os ganhos e perdas. Para esse mês não tive tempo/paciência de montar essa nova planilha, mas para o mês que vem irei fazer algo mais bonito. O chato é que preciso organizar meus dados e calcular o preço médio das minhas ações em carteira e etc., coisa que eu nunca faço direito. Então com essa idéia de postar de forma mais ilustrativa vou me motivar a fazer.

Nesse mês tive uma alta de 3,33% no patrimônio graças ao aporte de R$ 3050,00, que foi direto pra poupança. Sem o aporte eu teria uma queda de -0,31%, que chegou a ser bem maior durante o mês.

Comprei ALLL3 e vendi VIVT3. ALLL3 me deu uma alegria muito grande, comprei abaixo de 8,50 e já passou dos 9 reais hoje. Nada mal.

O resto dos papéis continua na carteira, EZTC3, BBAS3, CMIG4, ETER3. EZTC3 já subiu bastante desde que eu a comprei, ela é demais. ETER3 também segue firme, saudades da época que eu comprei alguns lotes abaixo de 8 reais.

Nos FIIs continuo estático com BRCR11 e BBPO11 e sem planos de compra/venda de mais papéis no curto prazo.

Opinião pessoal: estou com um pé atrás com essa alta da Bovespa. Essa alta do dólar, subida sem parar das bolsas americanas, dependência extrema da fala do FED... tudo isso parece como uma bomba-relógio gigante prestes a explodir um crescimento inflado artificialmente.


Ben Bernanke pensando se joga a bolsa mundial pra cima ou pra baixo

Abraços!


sexta-feira, 26 de julho de 2013

O mundo fétido dos fóruns de ações

Quem começa a investir na bolsa sem algum tipo de instrução ou orientação inicial acaba sempre procurando referências na internet pra tentar achar qual é "a boa" da vez. A ilusão de ganhos rápidos, somada com a inocência dos novatos e o excesso de confiança acaba atraindo um grande mar de desavisados para os fóruns sobre ações, como por exemplo os da ADVFN. Ali, o investidor novato encontra tópicos especializados em alguns papéis, a maioria micos, e encontra ali um bando de pessoas que se dedicam a postar informações sobre o ativo em questão.

Eu mesmo já participei ativamente em alguns fóruns no meu começo da vida de especulador então posso dizer com certa experiência que participar desses fóruns é a pior coisa que um investidor iniciante pode fazer na vida, a não ser que seu objetivo principal seja ser enganado e perder dinheiro.

Nesses lugares você encontra os seguintes perfis:



As Alices - São os "investidores" que vivem no País das maravilhas. Funciona assim: eles pegam todo o dinheiro da vida e colocam em um único ativo, geralmente um mico daqueles bem micados mesmo como MILK11 ou AGEN11. Então, eles dedicam o dia-a-dia para ficarem nos fóruns postando opiniões sem embasamento nenhum e criticando os vendedores da ação. Frases do tipo "esse papel vai chegar a 5 reais em breve" (quando o papel está cotado a 0,30 centavos), "os vendidos vão chorar logo logo", "uma das melhores oportunidades da bolsa" são constantes e eles acabam criando uma certa panelinha de idiotas que continuam iludindo uns aos outros, formando uma espécie de seita bizarra ao redor do ativo. Se você aparece lá fazendo uma análise realista do papel, eles vão te criticar e te excomungar do fórum pra sempre.



Os reclamões - Consistem nas pessoas que não entendem o que é renda variável, compram algum ativo sem estudar os fundamentos ou a tendência técnica do ativo, começam a perder sem parar e vão descarregar suas frustações na internet ao invés de vender logo a merda do papel. Você os identifica principalmente pois eles adoram reclamar da CVM e acham que existe uma grande conspiração dos "tubarões" contra os sardinhas, como se existisse uma grande organização criminosa que atua contra eles e faz eles perderem todo o dinheiro da vida. Eles nunca estão errados. É o mundo que está.



Os videntes - São os grandes gurus anônimos da bolsa que postam previsões diárias. Identificados geralmente porque postam "vai fechar a X reais", "a crise tá chegando aqui a Bovespa vai cair a 20000 pontos até dezembro", "hoje é alta vai subir 10%". Tem as versões pessimistas e otimistas, geralmente os otimistas também se encaixam no perfil Alices e você os encontra hoje em abundância em fóruns da OGX. Alguns são bizarramente famosos e seguidos por outros, e não raramente essa gente forma panelinhas para tentar manipular o valor de alguns ativos.



Os perdidos - São aqueles que claramente não sabem o que estão fazendo e vão procurar ajuda no pior lugar possível. É aquele cara que não entende nada de nada e entra no fórum da Agrenco pedindo orientação de onde investir dinheiro. Aí chega uma Alice e diz pra ele comprar tudo em Agrenco pois ele com certeza irá dobrar o capital em 2 meses no máximo. É aquele cara que não sabe nem quanto a corretora dele cobra de corretagem.

O que concluir com tudo isso? Fuja desses lugares. Não visite esses fóruns durante o pregão, principalmente em momentos onde você está com o emocional descontrolado (geralmente durante algum erro que você cometeu). Nunca, mas nunca mesmo, faça qualquer operação baseada em alguma dica recebida nesses lugares. Crie a sua estratégia particular e siga-a a risca. Coloque seus stops e não crie raízes com nenhum papel se quiser realmente ser um trader. Se for buy and holder, leia balanços ao invés de opiniões alheias. Existe muita gente iludida nesse meio que não entendem quais são as regras do jogo e trazem mais pessoas para o buraco junto com elas, e infelizmente essa é a grande maioria de usuários desses fóruns. Você pode perceber isso pela quantidade de tópicos destinados a empresas ruins, falidas ou pré-operacionais, e a baixa quantidade de tópicos relacionados a boas empresas. Fique esperto!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

A bolsa de valores no Brasil vs EUA

Falaí pessoal, tudo bom?

Quando a pessoa começa a se interessar por finanças e estudar sobre o assunto, logo sai atrás de bons livros que falem sobre investimentos e instruções gerais de como conseguir enriquecer. Temos bons autores nacionais, porém a maior parte do conteúdo é geralmente composta de livros americanos. Ao ler essas obras geralmente a pessoa fica fascinada e quer seguir as idéias de Buffett, Lynch e do Pai Rico, mas é importante também entendermos as diferenças entre o nosso Brasilzão e a terra do Tio Sam, para analisar melhor o que dá e o que não dá certo por aqui.

Resolvi então resumir em alguns tópicos as peculiaridades entre cada mercado:



Nossa renda fixa rende mais (mas nosso crédito é muito mais caro)

O Brasil é um país habituado com taxas de juros exorbitantes, graças a uma história de economia cagada turbulenta, baixo desenvolvimento industrial e tecnológico, entre outros fatores. Então aqui é relativamente fácil encontrar investimentos que rendam + de 4% a.a. sobre a inflação. Lá fora, os títulos de renda fixa rendem bem menos, mas as taxas de juros sobre o crédito são beeeeem menores do que aqui com nosso cheque especial de 200% a.a.

Nosso mercado de ações ainda é muito restrito para empresas pequenas

Esse é um ponto muito preocupante: IPOs no Brasil (ofertas públicas de ações, quando uma empresa abre capital e estréia na bolsa) só acontecem com empresas já muito valiosas, enquanto nos EUA é muito comum empresas menores e start-ups abrirem capital logo no começo, permitindo a entrada de investidores interessados em crescer junto com a empresa, o que traz melhores oportunidades de ganhos (e também riscos maiores). Aqui os grandes bancos só realizam IPO de empresas já muito grandes e consolidadas no mercado, pois eles faturam mais com isso.

Isso restringe nosso leque de small caps (quanto tempo faz que não aparece uma nova small cap abrindo capital?) e consequentemente nossa bolsa fica muito amarrada a empresas já bilionárias, sem perspectivas tão altas de crescimento quanto um Google antes da fama.

Nosso número de investidores pessoa física é bem menor

Um país com 200 milhões de habitantes e que possui cerca de 600 mil pessoas investindo diretamente em ações (3% da população). Enquanto nos EUA as pessoas são acostumadas desde cedo em investirem em renda variável (54% da população), com muitos aposentados fortemente alocados em ações recebendo seus dividendos. Pelo nosso histórico econômico horrível, não houve tempo para que criássemos a cultura de investimentos de maior risco, pois os nossos aposentados passaram por períodos de hiperinflação, confisco da poupança e etc.

Nossa bolsa depende muito do capital estrangeiro

Por ser um investimento pouco atrativo para pessoas físicas, o capital estrangeiro é que controla pra onde vai o mercado por aqui. Isso torna nossa bolsa mais volátil e sensível a notícias que deveriam ter baixo impacto por aqui. Os últimos meses mostram claramente isso.

Nossa burocracia atrapalha tudo

Uma coisa que eu acho sensacional sobre os americanos é como a cultura empresarial deles encoraja a pesquisa, experimentação e inovação. O governo estimula o empreendedorismo removendo a burocratização, facilitando acesso a crédito e dando mais possibilidades para as pessoas tentarem seus negócios. Aqui, o Estado gosta de complicar, travar, tributar e sufocar o coitado que tenta colocar sua idéia em prática, desencorajando a população e fazendo com que ela dependa mais do governo através de leis trabalhistas absurdas para sustentar sindicalizados vagabundos e incompetentes, e cargos públicos muito melhor remunerados do que os privados.

Nosso governo só tem idiotas

O cenário é negativo para nossa economia enquanto a corja de incompetentes que está no poder hoje não sair de lá. Estamos cada vez mais a mercê do intervencionismo, nossa indústria está morrendo, os preços não param de subir, e o governo rouba cada vez mais nosso dinheiro para gastá-lo muito mal. Somos amigos demais dos nossos vizinhos socialistas psicopatas da Argentina, Venezuela e Bolívia e amigos de menos daqueles que poderiam realmente trazer benefícios econômicos para nós, como EUA e Europa.



É isso aí! Esqueci alguma coisa?

Abraços!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

[Games] Diablo 3

Olá!

Mais um jogo relacionado a dinheiro no post de hoje. Aliás, um dos mais relacionados a dinheiro, por incrível que pareça. Um jogo que levou mais de 10 anos pra ficar pronto e o resultado... bem, você verá durante o post abaixo.


Ação viciante pra todas as idades

A franquia Diablo, produzida pela Blizzard (mais conhecida pela franquia Warcraft) começou com um jogo de PC de 1995 que marcou história pela incrível qualidade gráfica e jogabilidade. Em Diablo você cria um personagem baseado em uma classe (Diablo 1 tinha o Warrior, Sorcerer e Rogue) e enfrenta as forças do satanás em dungeons geradas aleatoriamente (o jogo muda cada vez que você joga, o que garante um replay muito alto). Esse estilo de jogo é mais conhecido como hack 'n' slash, onde você basicamente passa o tempo todo clicando que nem um doente para matar as criaturas e acumulando itens e riquezas.

O sucesso dos dois primeiros jogos se deu pela história muito bem construída apesar das limitações da época e da jogabilidade muito viciante. O "core" do jogo consiste em encontrar itens de melhor qualidade que os seus atuais. Alguns itens são ultra-raros e exigem que o jogador jogue inúmeras vezes até conseguir encontrar o objeto desejado.

Porém existia um problema: por causa da tecnologia limitada da época, era difícil para a empresa conter os hackers que criavam programas para hackear a estrutura do jogo e obter os melhores itens e outras vantagens. Além disso, existia um mercado negro onde pessoas costumavam vender itens pelo ebay e outros sites de leilão em troca de dinheiro real. A economia gerada pela aleatoriedade dos itens poderia ser explorada de uma maneira mais eficiente e lucrativa para a empresa nesses novos tempos. E foi exatamente isso que a Blizzard fez.

Um jogo criado ao redor de uma economia

Diablo 3 atacou os dois problemas anteriores diretamente: primeiro, boa parte da lógica do jogo roda nos servidores da Blizzard e não mais na máquina local do jogador, o que trouxe o enorme inconveniente de exigir que o jogador fique conectado o tempo todo para jogar, mesmo se quiser jogar sozinho. Segundo, foi criada uma Casa de Leilão dentro do jogo, onde os jogadores podem anunciar seus itens e vender por dinheiro de jogo (gold) ou dinheiro real, bonitinho, integrado com Paypal e tudo. A empresa fechou o cerco contra os hackers e direcionou o desenvolvimento do jogo todo orientado sobre esse aspecto econômico.

E foi aí que as coisas não deram muito certo. O lançamento do jogo bateu recordes de vendas e milhões de pessoas compraram para jogar no dia de estréia. Só que como o jogo roda boa parte nos servidores da empresa, a demanda foi muito maior que a oferta e o lançamento foi um desastre completo. Ninguém conseguia efetuar login, e quando conseguia, jogava por poucos minutos até que o jogo derrubasse a sessão. O problema durou por várias semanas e a empresa ficou bem queimada com os jogadores, que queriam no mínimo poder jogar em paz sozinhos e offline.

Mas esse problema do lançamento foi apenas a ponta do iceberg. Na verdade, o grande problema de Diablo 3 é que ele foi totalmente construído ao redor da economia do jogo, e a empresa optou por simplificar muitos conceitos importantes e remover elementos que consideravam desnecessários. Só que acabou simplificando além da conta. Nas versões anteriores, além do foco em colecionar itens melhores, o jogador também se dedicava a construir seu personagem de forma personalizada. Cada vez que você avançava de nível, era possível personalizar alguns atributos e selecionar as skills que mais se adequavam ao seu estilo. Dessa forma, o jogo possibilitava que o jogador usasse a criatividade e construísse personagens bem distintos, como um guerreiro especializado em armas de longo alcance ou um mago focado apenas em magias de ataque. Em Diablo 3, tudo isso acabou. Ao subir de nível o jogador não personaliza nenhum atributo do personagem, que vai evoluindo automaticamente, e as habilidades são destravadas automaticamente, de forma que você não "constrói" o seu herói, e sim seleciona as habilidades favoritas. Em resumo, um Wizard no nível 60 é exatamente igual a qualquer outro Wizard no nível 60, exceto pelos itens e skills selecionados no momento. Essa simplificação excessiva foi feita para atrair mais jogadores e fomentar a economia, e conseguiu.



Mas veja só: game designers são bons em desenvolver conceitos divertidos para um jogo, mas não significa que saibam equilibrar uma economia. E eles erraram justamente no equilíbrio dos itens do jogo.

Com milhões de jogadores ativos e uma Casa de Leilões prontinha para gerar lucro para a empresa (que fica com uma % de todo o dinheiro que circula ali), era óbvio que seria necessário fomentar essa economia criando itens ultra-raros. Para facilitar a vida dos criadores, eles também simplificaram bastante as mecânicas dos itens, que eram muito boas em Diablo 2. Antigamente, os itens possuíam algumas propriedades básicas, como o dano, velocidade de ataque e etc., mas também permitiam ser expandidos através de jóias e outros itens que poderiam ser anexados a eles. Então havia a possibilidade de você achar uma espada mediana, anexar uma jóia rara a ela e transformá-la numa espada poderosa que tem 3% de chance de soltar raios aleatórios nos inimigos, por exemplo. Bom, isso também foi excluído. Agora os itens possuem somente as propriedades básicas e as jóias foram reduzidas a 4 tipos, que servem apenas para aprimorar as mesmas propriedades básicas. Tudo isso foi feito para simplificar o sistema para que todos os jogadores pudessem entender melhor o que estão comprando na Casa de Leilão (afinal fica mais fácil comparar um item com outro se a única coisa que você precisa olhar são alguns números).

O resultado disso foi uma avalanche de críticas sobre o sistema de jogo que perdura até hoje. Era até engraçado entrar nos fóruns oficiais de Diablo 3 nos primeiros meses, pois era uma enxurrada de usuários reclamando e pedindo o dinheiro de volta. O principal é que o jogo se tornou muito simplista, tedioso e dependente da economia, pois a chance de cair um item realmente bom é tão pequena que se torna impossível avançar no jogo sem precisar recorrer a Casa de Leilões de tempos em tempos.

Conforme os meses se passaram algumas coisas melhoraram um pouco e foram criados novos itens lendários que traziam um pouco da graça dos itens de Diablo 2, com poderes diversificados e etc. Mas o "core" do jogo continuou o mesmo, e muitos jogadores abandonaram o barco. Diablo 2 foi sucesso durante muitos anos, com um fluxo constante de jogadores jogando quase que diariamente. Diablo 3 é divertido até um certo ponto, depois se torna apenas um jogo de ficar caçando itens bons na Casa de Leilões. Minha lista de amigos e conhecidos do jogo indica que a maioria deles não faz login há mais de 150 dias (inclusive eu que só entrei pra ver isso). Tem algo errado aí.

É uma pena, pois os gráficos são bons, o jogo é bem estruturado e realmente é muito divertido no começo, mas o excesso de simplificação acabou com o fator "replay" que fez com que as duas versões anteriores fossem tão bem-sucedidas. Diablo 3 foi um experimento que acabou resultando em uma economia forte e um jogo somente razoável. A empresa vai lançar agora as versões para Xbox e Playstation (que são independentes e não necessitam de conexão online e também não possuem Casa de Leilão) e prometeu novidades para os próximos meses. Eu estou cético, mas veremos.




Até a próxima!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

[Livro] A Lógica do Cisne Negro

Olá pessoal! Perdendo muito dinheiro na bolsa? Eu também =\
Hoje temos mais um review de um livro sobre finanças: A Lógica do Cisne Negro - Nassim Nicholas Taleb



O caos do imprevisível

Você é um peru. Você nasce em uma granja, vive em um ambiente confortável e é alimentado por humanos durante toda sua vida. Seus dias são simples, você é bem cuidado, bem servido e vive tranquilo. Se fosse traçar um gráfico de longo prazo sobre sua vida, seria uma linha ascendente indicando que seu peso está aumentando e assim será durante muitos anos, até seu envelhecimento. Até que um belo dia alguém quebra seu pescoço e você vai parar na mesa de jantar de uma família no natal. Quem diria? Se você fosse o peru, esse seria um "cisne negro".

Um cisne negro é caracterizado pelo autor por ser um evento raro, imprevisível e de alto impacto. Taleb demonstra um vasto conhecimento pelo assunto, citando inúmeros autores de obras sobre economia, finanças e ciências e seus estudos sobre o caos (e geralmente discordando da maioria deles). De forma metafórica ele consegue encadear reflexões sobre como somos iludidos pela idéia de estabilidade e equilíbrio em um mundo cada vez mais sujeito aos efeitos desastrosos de eventos inesperados.

O inesperado impera por todos os lados em todos os momentos da nossa história, mas ao olharmos pra trás  eles são ignorados como se fossem detalhes e o passado parece ser uma linha reta levemente organizada, com algum evento aqui e outro ali pra bagunçar as coisas.

O fato é que o ser humano anseia em adaptar a realidade para algum modelo matemático simplificando, reduzindo as pequenas variantes que justamente desencadeiam os eventos mais inesperados e catastróficos. Olhamos para o passado para tentar enxergar o futuro, como se o passado enquanto foi presente fosse claro para aqueles que viveram naquela época.

Um exemplo: poucos anos antes da primeira guerra mundial ninguém imaginava que em um curto intervalo de tempo o mundo entraria em um conflito de tamanha proporção com milhões de mortos. Mas ao olharmos para o passado somos iludidos pela "falácia narrativa", ou seja, os fatos são apresentados para nós com um contexto narrativo, muitas vezes um modelo falso da realidade. Então imaginamos que para quem viveu naquela época a guerra era algo esperado por todos.

Essa visão achatada do passado acaba gerando a idéia de que olhando para trás podemos ver o que está adiante. Perdemos nosso tempo desenvolvendo modelos e técnicas para encontrarmos padrões e diminuir o impacto do caos. Criamos universidades e prêmios internacionais para aqueles que conseguem aparentemente prever o futuro.

Uns dos capítulos mais interessantes é quando ele aborda a questão dos especialistas, argumentando que em certas áreas como economia e finanças, simplesmente não existe nenhum tipo de especialista capaz de prever coisa alguma, mas que periodicamente algum estatístico ou economista cria algum novo modelo matemático que se propõe a explicar alguns eventos raros e acaba sendo reconhecido como especialista na área.

O resultado nós vemos diariamente: analistas de corretoras e bancos famosos com seus relatórios pomposos que mudam a cada semana. Novas técnicas de análise gráfica e baboseiras do tipo. Os tais especialistas em bolsa dando dicas em fóruns e sendo cegamente seguidos por tolos. Pessoas humildes que deixam seu dinheiro na mão do gerente do banco "porque ele sabe o que está fazendo". E também os Guidos Mantegas, Eikes Batistas e etc.

Estratégias

O livro não se aprofunda em estratégias de investimentos, mas o autor, que também era operador de bolsa de valores, sugere uma grande alocação em renda fixa e uma pequena fração de seus investimentos em renda variável com estratégias bastante agressivas, do tipo tudo-ou-nada (small caps problemáticas, opções etc). O mais interessante da obra é abrir a mente para como somos altamente influenciados por falácias, excesso de notícias, "analistas" e oportunistas.

Temos que procurar ser paranóicos onde ninguém é, tentando se proteger da maioria dos cisnes negros negativos e aumentando a exposição aos cisnes negros positivos. O que seriam eles? Boas oportunidades de negócios, contatos com pessoas que possam trazer benefícios na carreira, os investimentos agressivos citados anteriormente.

Me identifiquei bastante com as idéias do autor, sempre fui muito cético, principalmente quanto a análise técnica/gráfica. Recomendo fortemente o livro, você sendo iniciante em bolsa ou veterano, é uma literatura bastante completa, densa, mas ao mesmo tempo clara e precisa em sua mensagem.