terça-feira, 31 de março de 2015

Fechamento do mês mar/15

Esse mês eu fiz várias modificações na estrutura da carteira. Vendi um TD Pré-fixado 2017 (nomes novos!) onde eu estava excessivamente alocado e troquei uma parte por TD IPCA 2019 e outra parte eu montei uma carteira de FIIs.

Acredito que os FIIs estejam em um momento muito interessante para o longo prazo pois vários títulos já estão pagando um yield mensal de mais de 1% sem IR o que já é um ótimo retorno e ainda tem espaço pra subir mais enquanto a SELIC não parar de subir também. Estou balanceando a carteira entre alguns poucos FIIs com maior liquidez e robustez (+ segurança - yield) e vários FIIs com menor liquidez porém com yield maior, de forma que eu possa ir remanejando os papéis de forma rápida caso necessário. Tem que ficar de olho na liquidez diária dos papéis, pois em caso de emergência pode ser difícil vender a um preço com lucro.

O target dessa carteira por enquanto é ficar com um yield mensal de 1%. Se a SELIC subir mais, vou elevar o target. Na hora que a SELIC estabilizar ou começar a cair, acredito que os papéis comecem a valorizar gradualmente e aí é só alegria recebendo aluguéis altos e ainda por cima podendo vender com valorização. Quando isso vai acontecer? Sei lá.



A carteira de ações está uma bosta faz meses e vejo vários colegas da blogosfera migrando progressivamente pra outros tipos de investimento. O pessimismo com os rumos do país domina todos os noticiários. Eu passo mal de raiva vendo esquerdista bostejando nas redes sociais. Não aguento mais ver tanta notícia ruim ao mesmo tempo. A faculdade da minha irmã está quase suspendendo as aulas por não ter mais verbas do governo. O almoço está cada vez mais caro e eu estou levando marmita de vez em quando pra não comprometer tanto os aportes. Ficar em casa no final de semana assistindo filminho no Netflix e Popcorn-time está virando regra pois qualquer passeio de merda que você faz custa os olhos da cara. Pra todo lugar que eu olho é só demissão.

Como esse mês foi um mês de ajustes na carteira e eu vendi o TD antes do vencimento acabei pagando um IR maior na venda, além dos custos de corretagens e proventos dos FIIs que eu não recebi ainda, foi um mês fraco porém positivo. Segue o fechamento:

Aporte: R$ 3562,73

Rentabilidade do mês: 1,41%
Rentabilidade desconsiderando o aporte: 0,27%



Abraços!



sábado, 21 de março de 2015

[Games] Cities: Skylines

Faz muito tempo que não posto sobre jogos que remetem a assuntos sobre investimentos, mas é principalmente porque nos últimos meses eu não havia jogado nada de novo na área, até agora. Hoje vou falar sobre um jogo que saiu esse mês, Cities: Skylines!



Com uma idéia muito parecida com Simcity, o jogo permite que você seja um prefeito todo-poderoso criador de cidades, administrando as finanças públicas, impostos, leis, trânsito, linhas de metrô, linhas de ônibus, navios, aeroportos, zoneamento da cidade em áreas residenciais, industriais, comerciais e escritórios, além de cuidar da produção de energia, fornecimento de água, esgoto, coleta de lixo, cemitérios, segurança... ufa! O que não falta é o que fazer durante o jogo.



O jogo em si consiste em desenhar as ruas, avenidas e estradas da cidade (onde a simulação é realmente muito boa) e colocar as construções em suas bordas, assim como determinar as zonas, que vão crescendo sozinhas conforme os moradores forem chegando. Fornecer os recursos básicos é essencial para que eles gostem de morar na sua cidade, mas é importante ficar sempre de olho no dinheiro antes de você quebrar a sua cidade e se afundar em empréstimos. É importante planejar com cuidado o tipo de rua que você vai utilizar ao definir as áreas centrais e industriais de sua cidade, dependendo da expectativa de trânsito esperada para aquela região. Colocar vias pequenas de mão dupla em áreas industriais onde o volume de caminhões é muito grande, é problema na certa. Você também precisa evitar colocar habitações muito próximas de construções poluentes e barulhentas, e precisa definir corretamente as rotas de ônibus que percorrem a sua cidade. Vale utilizar viadutos, rotatórias e estratégias urbanas para melhorar o tráfego e minimizar o uso de semáforos em áreas complicadas.



Um dos diferenciais mais interessantes em comparação aos concorrentes é a possibilidade de determinar bairros específicos na sua cidade, e aplicar políticas distintas a eles. Por exemplo, você pode criar um bairro estritamente residencial, onde é proibido o tráfego de veículos pesados e o estímulo a reciclagem seja incentivado. Outro bairro específico para explorar a indústria do minério. Outro onde o acesso a drogas recreativas seja liberado. E também políticas de impostos exclusivas para certas regiões, estimulando e restringindo o desenvolvimento do que for desejado.

Outro ponto muito interessante é como a Paradox Interactive criou o jogo de forma a ser completamente aberto para modificações e customizações. Através da integração com o Steam, o jogador tem acesso a um acervo gigantesco de criações de outros usuários, como novos modelos de construções e rodovias, além de modificações do jogo, que permite alterar as regras, criar novos modos de visualização e expandir o funcionamento da mecânica interna. Esse tipo de abertura permite com que a comunidade do jogo cresça rapidamente e o jogo evolua e se mantenha atualizado por bastante tempo, além de ajudar a combater a pirataria, pois o acesso ao conteúdo customizado se torna muito trabalhoso a não ser pelas vias legais. Já existem milhares de construções personalizadas disponíveis.

Os gráficos de CS são muito bonitos e apostam no colorido pra suas construções. É possível dar zoom e acompanhar a trajetória dos pedestres e carros durante a vida deles na cidade. O jogo é um pouco pesado, mas é possível alterar a resolução e remover alguns recursos gráficos para melhorar bastante o desempenho.




O jogo está disponível no Steam, podendo ser adquirido também no Nuuvem e Fullgames (ambos ativam o jogo no Steam, então escolha o menor preço) e custa em torno de 50 reais (excelente custo/benefício).


Abraços!

segunda-feira, 16 de março de 2015

15 de Março: eu fui

Sim, eu participei das manifestações do dia 15 e aqui vai um breve relato do que vi.



Cheguei na Av. Paulista por volta das 15h30. Tentei deixar o carro próximo a alguma estação de metrô mas não consegui, então me dirigi aos arredores da avenida e após caçar um pouco consegui deixar meu carro parado na rua mesmo. Subi alguns quarteirões e já caí no meio do protesto.

A primeira impressão ao chegar lá foi um clima misto de gente de saco cheio como eu e festa. Fiquei realmente feliz de ver que as pessoas por mais cansadas que estejam do governo, da roubalheira e da farra do Estado sobre nossas vidas, estavam alegres e se divertindo por estarem ali, num clima de final de copa do mundo (aliás toda a tranqueirada de corneta, buzina e faixa verde e amarela que sobrou do ano passado foi reutilizada ali hehehe).

Tinha gente de tudo que era tipo. A maior parte das pessoas foram em família, com pai, mãe, filho e até cachorro. Os gritos de protesto variavam bastante mas todos focados na luta contra a corrupção, PT, Dilma e Lula. Coisas como "O povo paulista jamais será petista", "eu vim de graça" (em oposição a galera pão com mortadela 35 reais do protesto do dia 13), "Lula cachaceiro, devolve meu dinheiro". Todos estavam bem humorados e não vi nenhum tipo de confusão nas duas horas que fiquei por lá.

Vi cenas engraçadas de drag-queens decoradas de verde amarelo tirando várias fotos (alô movimento LGBT), uma senhora muito mas muito velha mesmo toda animada com uma corneta fazendo barulho e também sendo alvo de tietagem. Uma cena tragicômica de um homem com a placa "Eu era arquiteto e agora vendo brigadeiro pra sobreviver. Obrigado Dilma por me tornar empresário.". Outra cena engraçada de um rapaz que escalou uma banca de jornal (sem depredar nada), removeu um adesivo da campanha eleitoral da Dilma e substitui por um Fora Dilma, em meio a muitos aplausos.

A chuva não desanimou o pessoal e o mar de gente era inacreditável. Teve uma hora que não consegui mais seguir a passeata porque a concentração ficou muito grande e já não dava para andar mais. Não cheguei a ver nenhum dos famosos que estavam por lá, pois em meia hora de caminhada não consegui andar mais do que dois quarteirões do meu ponto inicial, tamanho o volume de pessoas. Nas janelas dos edifícios ao redor muitas famílias penduraram bandeiras do Brasil e participavam da manifestação, todos com as camisas da seleção.

Eu fiquei muito feliz por ter visto uma quantidade tão grande de pessoas que compartilham do meu saco cheio com a situação do país e também de pessoas civilizadas, respeitosas e educadas, que conseguiram realizar um protesto dessa proporção sem uma liderança centralizada e sem maiores problemas. Cada um levou a sua pauta para a avenida e apesar de um ou outro com cartazes de intervenção militar, a grande maioria queria mesmo a queda do PT e da palhaçada que o governo Dilma faz com nossos bolsos.

Como resume perfeitamente o artigo do Instituto Ludwig von Mises, temos que ter claro quais são nossas reinvidicações, pois corremos o perigo de tudo isso descambar para atender a algum interesse petista como a tal reforma política que só iria beneficiar a eles mesmos. A grande pauta que mobilizou os brasileiros para a rua é a economia estraçalhada, a palhaçada de realizarem uma gastança absurda para a Copa e a campanha eleitoral e agora em menos de 3 meses de novo governo despejarem a conta nas costas da população sem antes promoverem a correta diminuição dos gastos públicos. Não há ideologia política que se sustente em cenário de inflação + estagnação + desemprego, não importa a orientação esquerda x direita.

Dou risada com o desespero gigante de jornalistas oportunistas e comprados como Cynara Menezes, Mino Carta, Leonardo Sakamoto, Gregório Duvivier, Pablo Villaça, além dos sempre caras de pau Jean Wyllis, Luciana Genro, Jandira Feghali, entre outros vermes que infestam a nossa mídia e congresso com seus textos patrocinados por estatais corruptas. Não existem argumentos contra a manifestação e voltam a apelar pra velha e ultrapassada arma da esquerda da desinformação, tentando forçar guela abaixo o velho conflito de classes, dividir para conquistar, chegando ao extremo de falsificarem informações reduzindo a quantidade de manifestantes, diminuindo o tamanho e usando fotos do tipo "ache um negro". É repugnante, vergonhoso e cínico ver esse tipo medíocre de gente relativista e improdutiva fazer comentários forçados numa tentativa forçada de deturpar a informação e continuar alimentando o rebanho de imbecis que ainda lhes dão alguma credibilidade. O direito a opinião é livre, mas usar de argumentos falsos para criticar o evento é ridículo.

O governo obviamente não aprendeu nada com o ocorrido e novas manifestações estão marcadas para o dia 12/04. Vamos ver o desdobramento dessa história.

Abraços!

domingo, 1 de março de 2015

Fechamento do mês fev/2015

Fevereiro foi mais um mês terrível pra economia brasileira, porém a nossa bolsa de valores deu uma boa recuperada do estrago de Janeiro e terminou em alta. Petrobras virou lixo pra Moody's e com isso as perspectivas pro ano de 2015 continuam horrendas.
Fico puto com esse governo que ainda não anunciou nenhum corte de gasto público, apenas aumento de impostos pra tudo que é lado. Assim é fácil né. Cambada de desgraçados.
Estou sem muito o que falar nesse post então vamos aos números:

Aporte: R$ 3550,00

Rentabilidade total do mês: 2,97%
Rentabilidade desconsiderando o aporte: 1,81%

Gostei do resultado final. Aproveitei a subida das ações e comecei a trocar alguns papéis que oscilam mais pra começar a minha carteira de FIIs. Então vendi BBAS3 e VALE5 e comprei BRCR11 e SPTW11. Ainda estou com grana em caixa pra comprar mais alguma outra, estou analisando qual.
Minha idéia é ser mais conservador esse ano e aproveitar a bagunça econômica pra montar uma carteira de ativos de longo prazo. Acredito que os FIIs estão com um ótimo rendimento e montar uma carteira bem variada pode criar um rendimento de aluguéis bastante alto por muitos anos.


Eu ia jogar aqui as pérolas do mês mas a verdade é que eu esqueci de recolher links pra fazer a seção porra como eu sou preguiçoso viu.

Bom acho que por hoje é isso.

Abraços!

sábado, 31 de janeiro de 2015

Fechamento do mês jan/2015

E aí pessoal,



Se o resto do ano for igual a janeiro de 2015 estamos todos fudidos. O escândalo do petrolão tem novidades a cada dia, os valores da roubalheira são os maiores já registrados na história da humanidade, o governo Dilma mostra que continua com suas raízes autoritárias e ignorantes apesar da mudança na equipe econômica, colocando em dúvida até onde Levy consegue ir pra cortar gastos públicos e reativar a economia.

Então o ano começou com um rendimento pífio de 0,41%. A carteira de ações derreteu como sempre e eu já estou de saco cheio de perder dinheiro com isso. Mesmo com uma alocação medíocre de 13% em ações o prejuízo sempre é gigante. Que saco. Buy and hold em país socialista com moeda fraca e governo corrupto definitivamente não é bom negócio.

Eis o fechamento:

Aporte: R$ 2500,00

Rentabilidade total do mês: 0,41%
Rentabilidade desconsiderando o aporte: -0,41%




Ações

Vendi CMIG3 e comprei TAEE11 no lugar. Menos risco tanto do setor elétrico (transmissoras estão mais estáveis) e também porque agora a CMIG infelizmente vai ser loteada por petistas corruptos e ignorantes que já devem estar planejando como aparelhar a empresa e começar outra sessão de roubalheira.
Minha carteira está composta de BBAS3 (caiu bastante), VALE5 (desgraça sem fim), EZTC3 (caiu pra CARALHO), ETER3 (estável), TAEE11 e UGPA3 (estável). Possuo um FII de longo prazo, o XPOM11.

Estou muito preocupado com a situação de toda a economia e cada dia que passa fica mais fácil investir somente em renda fixa e deixar o mercado de ações de lado, é muito difícil saber até onde vai o buraco. O governo Dilma é uma podridão infinita, o PT é o câncer que tomou conta do país, agradando somente os retardados de esquerda débeis que infestam as salas de aula pra ensinar a criançada que o capital é ruim, que a propriedade privada é o diabo e que a desigualdade é um problemão. É muito cansativo viver no Brasil e tentar ser um cidadão consciente das merdas que acontecem enquanto vê a imprensa infestada de esquerdistas falando merda.

E agora uma nova seção mensal do blog...

Pérolas do mês

#1

Prefeitura vai pagar bolsas de R$ 840 para travestis e transexuais

SÃO PAULO -  A Prefeitura de São Paulo lançou na tarde desta quinta-feira, 29, o programa Transcidadania, que tem como objetivos promover a reintegração social e e incentivar a colocação profissional para travestis e transexuais na cidade. O projeto terá duração de dois anos e vai oferecer acesso à escola e cursos profissionalizantes. O projeto, que já selecionou os 100 primeiros beneficiários, vai oferecer um auxílio de R$ 840 e realizará campanhas de respeito ao nome social. 

"Essas pessoas foram excluídas de quase todos os processos sociais, sobretudo educação e trabalho. Esse direito lhes foi negado em função do preconceito e da violência. O que está se procurando fazer agora é um resgate, é abrir uma oportunidade", diz o prefeito Fernando Haddad. 

Em um discurso emocionado, a cabeleireira Aline Marques, de 36 anos, que é uma das beneficiárias, elogiou a iniciativa e destacou a importância de oferecer oportunidades para os travestis e transexuais. "Eu não tive oportunidade de estudar. Mas o lugar do travesti não é nas esquinas, é nas escolas, é nas empresas." 

Duas escolas passam por treinamento para receber os estudantes do projeto, a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Celso Leite e o Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (Cieja) Cambuci. As aulas terão início do dia 4 de fevereiro. 

Duas Unidades Básicas de Saúde (UBS), localizadas na República e em Santa Cecília, região central da capital paulista, vão atender pacientes do programa e oferecer tratamento hormonal. O objetivo é evitar que travestis e transexuais ponham em risco a própria saúde, como, por exemplo, na aplicação de silicone industrial. 

A previsão da pasta é que sejam investidos R$ 3 milhões no "Transcidadania" neste ano e em 2016. De acordo com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos, os assistidos pelo programa terão prioridade na Casa Abrigo do Brasil, exclusiva para travestis e transexuais", e no Complexo Zaki Narchi.

Num mundo racional, qual seria a função de uma prefeitura? Cuidar do bem público, manter semáforos funcionando, tirar buracos das ruas, prevenir enchentes, zelar pela qualidade de vida dos habitantes da cidade. Essas coisas geralmente dão um certo trabalho mesmo. Como a esquerda não gosta de trabalhar e sim de fazer uma média com os intelectualóides puxa-sacos, é muito mais interessante tacar o foda-se pra cidade e se dedicar a cuidar de uma pequena gama de minorias oprimidas. Isso consiste em basicamente roubar o dinheiro da classe média trabalhadora (a escória da sociedade pra eles) e distribuir para algumas "minorias oprimidas" (que sejam a favor do governo, conforme vocês irão conferir ainda nesse post). Os negros, que de acordo com a esquerda são todos pobres e excluídos (não existe a menor possibilidade de existir negro de classe média ou alta no Brasil), já receberam muitas regalias e agora é a vez de ajudar os homossexuais, pois eles estão mais na moda atual de vitimismo.


#2


“Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz.”

A comovente seletividade esquerdista. Os grandes defensores dos oprimidos, os progressistas sem preconceito, os anti-homofóbicos, anti-machistas, a favor dos negros, gays e etc., CONTANTO QUE você concorde com tudo que eles pensem. No caso, Ney Matogrosso, grande artista brasileiro critica o governo Dilma e é xingado de bicha velha esclerosada por um renomadíssimo jornalista d'O Globo que representou o Brasil na ONU dissertando sobre o ÓDIO NAS REDES SOCIAIS E A HOMOFOBIA CRESCENTE. Cara, isso é uma piada pronta e acho que não teria como ser mais pronta do que isso. É a hipocrisia da esquerda escancarada. Se você está incluso em uma das supostas minorias oprimidas mas não pensa como um oprimido, você então perde todos os direitos de ser respeitado e de não sofrer preconceito, afinal você ousa não ser um bichinho de estimação pra ser cuidado pela galera prafrentex.

#3

O vídeo:



As reações:






Nem preciso comentar esse último.

Abraços!

O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,prefeitura-vai-pagar-bolsas-de-r-840-para-travestis-e-transexuais,1626421
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Desigualdade e pobreza

Hoje dia 19/01, tivemos as seguintes notícias: o procurador argentino que ia denunciar a podridão da presidente Kirchner se celsodanielzou, houve um apagão de horas em toda a região sudeste do Brasil pois o sistema elétrico entrou em colapso, o novo ministro da Fazenda anunciou um aumento no PIS/Cofins dos importados, cosméticos e a volta da CIDE na gasolina.

Mas a notícia que ganhou destaque nos portais foi a de que em 2016, 1% da população irá concentrar 99% da renda. A notícia mais idiota do dia.

Segue na íntegra:

A partir do ano que vem, os recursos acumulados pelo 1% mais rico do planeta ultrapassarão a riqueza do resto da população, segundo um estudo da organização não-governamental britânica Oxfam.

A riqueza desse 1% da população subiu de 44% do total de recursos mundiais em 2009 para 48% no ano passado, segundo o grupo. Em 2016, esse patamar pode superar 50% se o ritmo atual de crescimento for mantido.

O relatório, divulgado às vésperas da edição de 2015 do Fórum Econômico Mundial de Davos, sustenta que a "explosão da desigualdade" está dificultando a luta contra a pobreza global.

"A escala da desigualdade global é chocante", disse a diretora executiva da Oxfam Internacional, Winnie Byanyima.

"Apesar de o assunto ser tratado de forma cada vez mais frequente na agenda mundial, a lacuna entre os mais ricos e o resto da população continua crescendo a ritmo acelerado."

Desigualdade

A concentração de riqueza também se observa entre os 99% restantes da população mundial, disse a Oxfam. Essa parcela detém hoje 52% dos recursos mundiais.

Porém, destes, 46% estão nas mãos de cerca de um quinto da população.

Isso significa que a maior parte da população é dona de apenas 5,5% das riquezas mundiais. Em média, os membros desse segmento tiveram uma renda anual individual de US$ 3.851 (cerca de R$ 10.000) em 2014.

Já entre aqueles que integram o segmento 1% mais rico, a renda média anual é de US$ 2,7 milhões (R$ 7 milhões).

A Oxfam afirmou que é necessário tomar medidas urgentes para frear o "crescimento da desigualdade". A primeira delas deve ter como alvo a evasão fiscal praticada por grandes companhias.

O estudo foi divulgado um dia antes do aguardado discurso sobre o estado da União a ser proferido pelo presidente americano Barack Obama.

Espera-se que o mandatário da nação mais rica - e uma das mais desiguais - do planeta defenda aumento de impostos para os ricos com o objetivo de ajudar a classe média.
Bom, o nível de boçalidade esquerdista nos comentários e o próprio teor da notícia já são causadores de náuseas por qualquer pessoa um pouco entendida de economia.

É incrível o quanto as pessoas se iludem achando que o grande problema do mundo são empresários e a noção completamente surreal que a desigualdade é sinônimo de pobreza. As pessoas comentam sobre economia com um rancor absurdo contra aqueles que são bem-sucedidos, dedicados, que geram valor para a sociedade. No Brasil então o caso é ainda mais grave pois as pessoas entram no curioso caso de condenarem qualquer tipo de riqueza pois consideram fruto de ações ilícitas mas ao mesmo tempo defendem que os mais ricos paguem mais impostos, como se o Estado fosse minimamente competente em utilizar recursos públicos para o bem da população. Arranquem dinheiro dos que realmente trabalham e entreguem aos burocratas corruptos que não trabalham, na esperança que um dia eles resolvam fazer alguma coisa.

Existe um artigo excelente no site do Instituto Mises Brasil que quebra de vez essa besteiraiada de que desigualdade é igual a pobreza. Reproduzo abaixo:

Em uma economia baseada na livre concorrência genuína, na qual não há favorecimentos governamentais, não há subsídios, não há tarifas de importação e não há regulamentações que visam a proteger determinadas empresas contra a potencial concorrência de novos entrantes, um empreendedor só conseguirá enriquecer e acumular uma grande fortuna se ele conseguir satisfazer de maneira contínua os desejos e necessidades de seus consumidores.
Para acumular sua fortuna, este empreendedor terá de conseguir obter uma alta taxa de retorno sobre seus investimentos e sobre seu capital.  E, para conseguir isso — e também para se manter neste mercado à frente de sua concorrência —, ele terá de reinvestir continuamente a maior parte de seu lucro. 
Neste mercado competitivo, há duas maneiras deste empreendedor conseguir um grande lucro: criando produtos e serviços cada vez melhores, ou então produzindo os mesmos produtos e serviços a custos cada vez menores.  Com o tempo, no entanto, a concorrência inevitavelmente irá imitá-lo e abocanhar sua fatia de mercado, o que fará com que os lucros deste empreendedor sejam reduzidos.
Para que ele volte a aumentar seus lucros, ele terá de iniciar um novo ciclo de inovação.
Por exemplo, para manter seus lucros, a Apple teve de, repetidas vezes, aprimorar seus produtos e inventar vários outros.  Caso a Apple tivesse se acomodado, seus produtos — que inicialmente eram muito lucrativos — teriam se tornado obsoletos pela concorrência, e hoje estariam sendo vendidos com grande prejuízo.
Neste cenário concorrencial, os altos lucros obtidos por empreendedores têm necessariamente de ser reinvestidos nos meios de produção utilizados para produzir estes próprios produtos nos quais são feitas as inovações — por exemplo, os lucros da Apple são reinvestidos para aprimorar e expandir a produção de produtos da Apple. 
Desta maneira, as fortunas empreendedoriais sob o capitalismo representam produtos cada vez melhores e mais baratos produzidos com o capital constituído por estas fortunas.  As fortunas se originam nos lucros e são utilizadas como capital.  Em ambos os casos, elas servem ao público consumidor.  Elas também servem para pagar salários.
A existência de fortunas sob o capitalismo beneficia a todos nós, seja na condição de compradores de produtos, seja na condição de vendedores de mão-de-obra.
Isto é um arranjo moral por natureza.
Sendo assim, o desejo de se impor uma igualdade de renda — ou, colocando mais suavemente, o desejo de se reduzir a disparidade de renda originada desta maneira — requer necessariamente o confisco dos lucros.  Tal medida não apenas iria abortar a criação de fortunas, como também iria suprimir todo o progresso econômico.  Defensores da igualdade de renda não entendem absolutamente nada de lucros, inovação, investimentos e capital.  Eles genuinamente acreditam que riqueza é simplesmente um amontoado de bens de consumo.  Os capitalistas, a quem eles desprezam, supostamente detêm uma grande fatia deste amontoado de bens de consumo.  Logo, uma parte deste amontoado tem de ser confiscada e redistribuída para as massas famintas.
Como consequência direta deste raciocínio, a imposição da igualdade de renda nada mais é do que uma política de confisco.  O capital de uma parte da população deve ser confiscado, redistribuído e consumido — trata-se de um caso em que comer a semente dos cereais irá matar a todos de fome. 
Proponentes desta igualdade são deliberadamente ignorantes em economia.  Eles são movidos pela inveja e pelo ressentimento, e não percebem que estão mordendo a mão que os alimenta.  As bases de sua filosofia são o socialismo e o comunismo.  Stalin e Mao são seus heróis.  Inaniçãocampos de trabalho forçado, e democídio são o seu legado.
Igualdade econômica imposta pela força não passa de assalto a mão armada, e termina necessariamente em escravidão.  Imagine um país com 200 milhões de pessoas.  Se a produção tivesse de ser igualmente dividida por esses 200 milhões de cidadão, qualquer indivíduo que duplicasse seus esforços iria receber apenas 1/200 milionésimos a mais.  E qualquer pessoa que simplesmente parasse de produzir passaria a receber apenas 1/200 milionésimos a menos.  É óbvio que, mediante estes incentivos invertidos, as pessoas iriam parar de produzir.  E, para obrigá-las a voltar a produzir, o governo teria de impor quotas mínimas de produção sob a ameaça de severas penalidades (como foi feito na Ucrânia e na China de Mao). 
Por estas razões, igualdade econômica imposta pela força é um objetivo inerentemente imoral e cruel.
Dado que as pessoas são naturalmente desiguais em quesitos como inteligência, ambição, ambiente familiar e disposição para o trabalho duro, elas jamais serão economicamente iguais.  A igualdade econômica, vale a pena repetir, só pode ser alcançada se for imposta pela força, na forma de roubo e escravidão. 
Portanto, não basta apenas dizer que "igualdade econômica imposta pela força é um objetivo inerentemente imoral e cruel."  É necessário dizer que a igualdade econômica é um objetivo inerentemente imoral e cruel porque só pode alcançado por meio da coerção, da violência e da escravidão.  Não há outra maneira.
Proponentes da igualdade econômica, tanto os conscientes quanto os inconscientes, são defensores da maldade.  Seu objetivo é maléfico.  Eles devem ser implacavelmente desmentidos ao dizerem que suas intenções são boas e nobres.  É impossível haver boas intenções quando o objetivo almejado é perverso e nocivo.
"Boas intenções" da parte de comunistas são tão sensatas e nobres quanto "boas intenções" da parte de assassinos e estupradores.  Pelo menos, e ainda bem, nenhum apologista alega "boas intenções" de assassinos e estupradores quando eles cometem seus crimes.  Mas "boas intenções" sempre são alegadas por comunistas quando eles assassinam suas centenas de milhões de vítimas.
Nesta época amoral em que vivemos, aquilo que é perverso passou a ser visto como algo nobre.  Dizer que você ama os pobres e quer fazer com que ricos e pobres sejam economicamente iguais é uma postura que lhe garante o certificado de pessoa sensata e bondosa.
No entanto, o que de fato é alcançado por qualquer programa que imponha a espoliação dos ricos em prol dos pobres é a perpetuação da pobreza e criação de ainda mais pobres.  Alegar amor aos pobres como justificativa para campos de trabalho forçado, inanição e chacinas é algo que vem ocorrendo há milênios.  Já passou da hora de um basta.
O bem para todos só é possível quando cada um cuida de sua própria vida e faz o bem para si mesmo, por meio da produção e das trocas voluntárias.  Em uma troca voluntária, o vendedor beneficia não apenas a si próprio mas também o comprador.  E o comprador beneficia não apenas a si próprio mas também o vendedor.
A liberdade econômica é o único arranjo capaz de eliminar a pobreza.  A liberdade econômica substitui a pobreza por uma criação contínua de riqueza.  Mas a liberdade econômica jamais eliminará a desigualdade.  É impossível abolir a desigualdade, pois se trata de uma característica inata.  Cada indivíduo nasce diferente e, ao longo da vida, aperfeiçoa aptidões distintas.  A igualdade só pode ser alcançada por meio da violência.  E seu legado é a escravidão, a inanição e o democídio.

Mais sobre o assunto:

Em vez de culpar a desigualdade, pense em criar mais riqueza
O estado gera as desigualdades sociais que ele próprio alega ser o único capaz de resolver 

Era isso aí.

Abraços!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Fechamento do mês dez/2014

E aí pessoal,

Post rápido, apenas para anunciar o fechamento atrasado do ano.


Aporte: R$ 3610,01

Rentabilidade total do mês: -1,79%
Rentabilidade desconsiderando o aporte: -2,95%
Evolução anual total de 2014: 9,13%



Abraços e feliz 2015!