domingo, 3 de fevereiro de 2013

Carro: a máquina que suga dinheiro

Olá pessoal,

Hoje vou falar sobre um assunto muito discutido nos blogs de finanças: o custo de um carro.
Tenho um carro bem velho já, ano 98, e enquanto o seguro e o IPVA dele é bem mais barato do que um carro mais moderno, todo o resto faz com que eu tenha vontade de jogá-lo de um precipício e atear fogo no que sobrar depois.



Fiz uma planilha com todos os gastos extras com manutenção que tive que fazer ano passado. Esse é o resumo da ópera:

1 Semestre 2012: Disco de freio, pastilha de freio, filtro de combustível, bicos, velas, óleo de freio, regulador de pressão, respiro do óleo, limpeza do limpador do pára-brisa, troca dos 4 pneus, farol queimado (2 lâmpadas), conserto de vazamento de água do radiador, troca da bomba de combustível, troca de óleo e filtro de óleo, troca da caixa de direção

Total: R$ 3137,00

2 Semestre 2012: Correia dentada, bomba d'água, rolamento da correia, aditivo para o radiador, correia do alternador, outro pneu, alinhamento, balanceamento, troca de óleo

Total: R$ 731,00

Um total de R$ 3868,00, o equivalente a um aporte médio que eu faço por mês, apenas em manutenção. Não estou contando aqui os impostos e combustível. E o pior de tudo é que ele continua com vários problemas, já estimei que se eu for mandar arrumar o que precisa, vai mais uns R$ 1500,00 pelo menos.

Comprar um carro mais novo faz com que a dor de cabeça com esse tipo de problema seja bem menor, mas o custo da aquisição mais IPVA, seguro e etc. acabam drenando seu dinheiro quase de forma equivalente, pois existem outros detalhes que as pessoas esquecem de contabilizar com relação a carros novos: você não vai querer largar seu carro em qualquer lugar da rua. Então toda vez que você sair com ele pra qualquer restaurante, shopping, balada, bar, você dificilmente vai estacionar em qualquer rua vagabunda de São Paulo, a não ser que você ache legal ser roubado. E na maioria desses lugares o custo para estacionar vai na média de 10 a 30 reais, dependendo da região. Já com minha caranga eu largo em qualquer lugar e dane-se, ninguém tá afim de levar essa peça de museu mesmo.

Apesar de todos os problemas, acho muito difícil viver sem carro. Ficar sem é não ter a liberdade de ir e vir, pois o nosso transporte público é ridículo. Aqui de onde eu moro pra qualquer lugar que eu queira ir de ônibus eu teria que pegar pelo menos 2 conduções e fora o tempo de espera/deslocamento.

Quais são as soluções então? Pelo menos o que eu acredito: nunca comprar um carro zero, pois é um gasto extremamente desnecessário. Um bom usado, não muito velho, será bem mais barato e você ainda pode conseguir um bem completo, com ar-condicionado e etc. Nunca, jamais, entrar em um financiamento. Quer pagar parcelado mesmo assim? Procure comprar uma carta de consórcio contemplada. Você dá uma entrada razoável e dependendo da carta as parcelas podem vir até com juros zerados. Basta procurar algum vendedor de confiança, não é tão difícil de encontrar com uma pesquisa simples na internet.

Mas de resto, não existe solução fácil. Você vai continuar pagando caro pra qualquer manutenção/revisão, o governo vai te roubar de todas as formas possíveis, e além disso você nunca vai se sentir seguro andando com ele por São Paulo (ou RJ, ou MG, ou qualquer estado brasileiro). Terá que pagar um seguro bom (sério, pague um realmente bom, porque pegar aquele meia-boca vai fazer você se arrepender no primeiro momento que precisar), colocar um alarme, sempre se preocupar em não deixar nada visível de valor dentro do veículo e etc.

É o preço que pagamos por viver no Brasil.


Modelo ideal para andar em SP

Um comentário:

  1. Em São Paulo, considerando todo o universo de despesas de um carro, sempre pensei que combinar metrô e taxi seja uma alternativa muito boa do que ter um carro.

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