domingo, 26 de outubro de 2014

A derrota de todos

É isso aí, pessoal.

No dia de hoje a democracia elegeu por uma diferença mínima a reeleição da pior presidente que o Brasil já teve.
Vitória suspeita pela fragilidade de nossas urnas, mas que dificilmente será revogada.
Para nós, investidores, que infelizmente somos parte de uma parcela muito pequena da população, aquela que possui conhecimento sobre economia e entende as regras do mercado, é um momento de extrema preocupação pois sabemos claramente o caminho socialista que o PT vai seguir e a destruição de nossos ativos que isso provocará.
Amanhã é dia de circuit break. Dia de fuga em massa, dia de títulos do Tesouro pagando taxas gigantescas, então cabe a nós traçarmos as melhores estratégias para o nosso futuro.

O que eu lamento profundamente é a inocência da população que elegeu uma líder tão terrível seguindo apenas pensamentos ideológicos baratos de que o PT é o partido que defende os pobres, caindo no joguinho marxista de luta de classes, de nós contra eles... pois eles mal sabem que os mais prejudicados no final desse caos que virá serão exatamente os mais pobres.

Obviamente que a culpa das desgraças que estão por vir não será assumida pelo governo: assim como a "crise internacional" sustentou todos os erros econômicos do PT nos últimos 4 anos, existirão outros demônios a serem inventados: o mercado inescrupuloso, a ganância dos terríveis empresários, os países desenvolvidos, a elite branca... e o jogo segue com um país sendo cada vez mais dividido, mais polarizado, mais desunido.

Hoje foi a vitória da inocência contra a maturidade.
Da estupidez contra a sabedoria.
Da ignorância contra a sensatez.
Do medo contra a coragem.
Da ideologia contra a realidade.

E assim segue o jogo. Cada vez mais difícil para quem trabalha, produz, gera riqueza e deseja de forma independente se sustentar por conta própria. E essa parcela da população, parasitada, sugada, está em estado de decadência.

E aí o que restará para os parasitas?

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Fechamento do mês set/14

E ae rapaziada,



Setembro foi um mês pré-apocalíptico para nós investidores. O mercado caiu na real e percebeu que nesse país semi-socialista com a população dependente do Estado-papai e demonizador da livre iniciativa, as chances da anta gorda da Dilma ganhar são gigantescas e começou então a operação VENDE-SE TUDO NESTA PORRA.
Minha carteirinha apanhou pra caralho e minhas ações derreteram e devolveram os ótimos resultados dos outros meses de uma só vez. Alegria de pobre dura pouco mesmo.
Não tenho nenhuma esperança da vitória da oposição pois como já disse eu não acredito em um país com a população de ignorantes que temos no Brasil e com voto obrigatório. Brasileiro tem mais é que se f* mesmo. Vamos reeleger esse poste e aí o partidão vai cair matando na liberdade de imprensa, o dólar vai passar de 2,80, a bolsa eu sei lá até onde cai, e a dívida pública vai aumentar tanto que o Tesouro vai pagar juros gigantescos, com a inflação indo parar na puta que pariu. Desculpem o pessimismo, mas a gente tá na merda mesmo.

Vamos aos números finais. Ainda bem que minha alocação em ações é pequena:

Aporte: R$ 2300

Rentabilidade total do mês: -0,75%
Rentabilidade desconsiderando o aporte: -1,50%
Evolução anual: 9,86%

Percentuais:

23,16% CDBs e LCIs
58,98% Tesouro Direto Pré-fixado
6,54% Poupança
11,32% Ações

No último mês eu comentei sobre as ações do BBAS que estavam 35 reais. Olha agora essa merda a 24... =\

Vida Pessoal

Setembro foi um dos piores meses da minha vida pois eu tive crises absurdas de ansiedade e passei por uma depressão aguda. Problemas do passado mal resolvidos, medo, agonia, desânimo, foi um turbilhão emocional. Uma merda. Mas consegui melhorar bastante nos últimos dias e agora me sinto bem melhor. Não desejo isso pra ninguém, foi bem complicado mesmo. Acho que agora estou mais em paz. Aproveitei pra melhorar a alimentação e melhorar alguns hábitos ruins. Tem dia que ainda bate um sentimento muito ruim mas nada comparado aos piores dias do último mês. Estou firme em um relacionamento que acredito que vá dar muito certo e estou pouco a pouco voltando a vida normal.

O blog está paradaço, vou tentar fazer algumas postagens durante o mês.

E SEJA O QUE DEUS QUISER NESSA ELEIÇÃO DO INFERNO!

Abraços!




domingo, 31 de agosto de 2014

Fechamento do mês ago/14

Olá pessoal,


Agosto foi um mês longo e bizarro. Morreu Eduardo Campos e o cenário da eleição se alterou completamente! Um cisne negro que alterou tudo e jogou por terra todas as previsões anteriores!
Enquanto isso a bolsa voltou a subir com a perspectiva do PT ir pro buraco e ser trocado pela outra socialista-ambientalista-cara-de-tartaruga Marina Silva que ninguém sabe o que vai fazer se for eleita porém qualquer coisa é melhor que o PT então o mercado tá apostando nela.

Vamos ao fechamento do mês:

Aporte: R$ 1900,00

Aporte baixo vide gastos com seguro do carro e com o recente namoro (motel motel motel).

Rentabilidade total do mês: 1,94%
Rentabilidade desconsiderando o aporte: 1,31%
Evolução anual: 10,69%

Percentuais:

22,81% CDBs e LCIs
58,08% Tesouro Direto Pré-fixado
6,42% Poupança
12,69% Ações

Mês de boa rentabilidade nas ações novamente. Destaque incrível pra BBAS3 que está quase a 35 reais! Coisa de maluco!

Vida pessoal

Bom pessoal eu gostaria de falar que está tudo maravilhoso porém não está. Estou firme com a garota que comecei a namorar, porém no meio do mês eu comecei a ter algumas crises de ansiedade e elas começaram a se prolongar e me afetar bastante no dia-a-dia. Minha família possui esse histórico de crise porém eu achava que eu nunca seria atingido por isso. Sempre fui uma pessoa muito controlada e auto-confiante mas agora sinto que estou perdendo o controle do meu lado emocional e estou muito preocupado. O pior de tudo é que esse tipo de coisa é uma bola de neve: você fica com medo de ter outra crise e esse medo acaba fazendo você passar por uma nova crise nervosa. Eu ainda não consegui identificar as razões exatas nas quais estou passando por isso, mas é uma insegurança gigantesca com relação ao futuro. Para não afetar os investimentos com o emocional abalado vou deixar tudo no piloto automático esse mês e nem olhar muito para as cotações. A confusão mental de uma condição dessas é absurda e eu não desejo isso pra ninguém, é muito horrível mesmo, isso está me prejudicando bastante principalmente no trabalho. Vou ter que ir atrás de médico pra tentar descobrir que porra está acontecendo com a minha cabeça.

Bom é isso ae. Que setembro seja mil vezes melhor.


Abraços.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Fechamento do mês jul/2014

Olá amigos aportadores!

Oi, eu sou o Goku!

Julho foi um mês de decolada para a maioria das ações da bolsa, destaque para as minhas queridinhas BBAS3 e CMIG3, além da VALE5 que não fez feio também.
O nosso noticiário continua infestado pela guerra política e o PT conseguiu mostrar a sua cara de filho da puta autoritário mais uma vez censurando o Santander por terem analistas econômicos responsáveis o suficiente para dizerem o óbvio: se a Dilma ganhar espaço na pesquisa eleitoral a bolsa cai. Isso não é achismo, é fato, mas como petista é uma raça de doente mental desgraçado eles não admitem que as pessoas tenham opinião própria a não ser que seja uma opinião a favor dessa ditadura de corno que esses marxistas ladrões de merda querem impor no Brasil. Quem se deu bem foi a Empiricus que viralizou o excelente (porém marketeiro, eles vendem bem o jabá) texto sobre O Fim do Brasil e acabou chamando atenção dos lunáticos petistas, dando mais visibilidade ainda ao texto. O Santander com seu rabo preso ao governo deu pra trás e puniu o analista com demissão por sua competência e responsabilidade, e vai agora perder completamente a credibilidade com seus clientes. Cara, é incrível como ainda tem imbecil que apóia o PT vendo tudo isso. Sério porra, como algum ser humano pode ser tão idiota? E é sempre o mesmo tipo de boçal-trabalhador-gastador-de-merda-corrida-dos-ratos que vem e fica falando "ai mais o PSDB mimimi ai o Alckmin mimimi" MEU DEUS para de ser idiota cara o PSDB também é uma merda mas se o PT vencer de novo a gente tá fodido.
Fiquemos de olho no Partido Novo que conseguiu registro no TSE e pode começar a trazer políticos de qualidade para o Brasil agora.

Bom, porra, cansei de falar mal desse PT mas que merda todo dia tem alguma bosta desse partido, não dá pra controlar. Vamos ao fechamento do mês logo.

Aporte: R$ 3850,00

Rentabilidade total do mês: 2,87%
Rentabilidade desconsiderando o aporte: 1,56%
Evolução anual: 8,59%

Percentuais:

22,94% CDBs e LCIs
58,35% Tesouro Direto Pré-fixado
7,73% Poupança
10,97% Ações

As ações performaram muito bem esse mês. Porém já estou com basicamente 11% do patrimônio em ações, acredito que vou agora pelo menos até o resultado das eleições me concentrar na renda fixa pra não ter dor de cabeça porque a partir de agora vai ser um caos do inferno. Estou com BBAS3, CMIG3, VALE5, ETER3, PSSA3 e EZTC3.

Estou sempre aportando menos que o previsto faz um tempo pois tenho saído bastante e sinceramente não tenho me preocupado mais tanto em poupar que nem um doido. O que leva a comentar sobre a...

Vida pessoal

Bom eu terminei com a amiga de igreja e continuamos bons amigos, e aí não sei o que aconteceu acho que a vontade de fazer sexo veio com tudo depois de ter ficado com a mina sem poder aproveitar direito, bom, eu consegui em tempo recorde conhecer uma mina nova através de um amigo meu, peguei ela no primeiro encontro, no segundo já foi só agarra agarra que nem doido e no terceiro foi motel direto ahhhhh lelek. Legal porque eu sempre fui meio devagar pra chegar na mulherada mas dessa vez eu fui com uma autoconfiança absurda e seguindo as dicas da galera da Real e tals eu consegui finalmente, e é uma menina muito firmeza, talvez isso se desenrole mais, mas por enquanto vou aproveitar a situação e gastar uma grana dos meus investimentos para me divertir bastante :D eu estava havia meeeeeses sem sexo e me segurei demais pra não acabar pagando por isso, mas a verdade é que eu não me sinto nada bem em ter que pagar por sexo, conquistar uma menina legal e conseguir levar pra cama é 1000x mais prazeroso.

Bom é isso aí galera, que agosto comece com coisas boas para todos nós.


Pharrell Williams - Happy

Abraços!

domingo, 13 de julho de 2014

Fé e Sexualidade

Olá amigos!



Acabou a copa finalmente, bela vitória da Alemanha! Patético, vergonhoso, desprezível o desempenho do Brasil, mas isso já foi tão falado que nem vou entrar no assunto.

Comentei no post anterior que estava tendo um relacionamento com uma amiga que faz parte de uma dessas religiões bastante rígidas, e ela apesar de ser uma excelente pessoa e de nunca falar absolutamente nada sobre Deus e etc., segue à risca as normas da igreja dela, que possui uma doutrina bem chata na minha opinião. A relação estava bem legal porém quando sentamos para discutir se teríamos futuro, as divergências de opinião e filosofia de vida foram gritantes e de comum acordo interrompemos o relacionamento e voltamos a ser bons amigos. Eu sou o tipo de pessoa completamente distante da religiosidade e prefiro seguir a minha vida sem uma igreja vomitando regras no meu ouvido, mas respeito a liberdade de cada um de seguir aquilo que desejar. O que pesou foi: na igreja dela o casamento é basicamente obrigatório que seja entre duas pessoas da igreja, e nada de sexo antes do casamento.
Pessoalmente acho uma estupidez colossal a idéia de só poder fazer sexo depois do casamento, como se o ato sexual fosse algo sagrado. Não é. Sexo é uma relação íntima entre dois adultos livres que celebram o valor que um enxerga do outro. O pensamento restritivo dos crentes em relação a isso me irrita pois é uma hipocrisia do caralho! Para eles não tem problema a menina ficar com 50 caras em um mês, contanto que ela não dê pra nenhum deles (a regra se aplica para homens também). Porra, você ama seu namorado e não pode ter um momento íntimo com ele? Que imbecilidade.
Outra questão importante e que envolve as finanças é o ambiente forçado que a igreja desenvolve para atrair mais fiéis e prendê-los na doutrina deles. O casamento só é bem visto se os dois membros forem da igreja. E o casamento é incentivado desde cedo e faz com que a maioria dos jovens sedentos por sexo (e fingindo que não) casem muito cedo com pouco tempo de namoro só para poderem ter a liberdade que a igreja os nega, trazendo inúmeros problemas como o endividamento extremo nos primeiros anos da vida profissional, casamentos infelizes baseados em idealismos e não na realidade prática, infelicidade na vida sexual por não poderem saber com antecedência se possuem sintonia na cama. O mais grave para mim é a pressão por casar rápido ainda mais nos dias de hoje onde o custo de vida é altíssimo e a aquisição de um imóvel é ridiculamente cara. Mas casar sem transar antes é que nem comprar uma casa olhando só a foto da fachada sem saber como é por dentro.
Uma idiotice dos crentes em geral é julgar que o sexo é um ato impuro, como se fosse a mesma coisa transar com uma puta num vintão e transar com uma pessoa que você ama de verdade. Eu não sou a favor da putaria desenfreada que acaba sendo pregada por idiotas esquerdistas que empurram cartilha de putaria pras crianças de 7 anos, mas a sexualidade deve ser vista como algo de valor em um relacionamento saudável.

Existe um trecho no livro A Revolta de Atlas que expressa bem uma visão mais natural em relação a sexualidade, em um diálogo entre Francisco D'Anconia e Hank Rearden:

– Lembra o que lhe disse a respeito do dinheiro e dos homens que tentam inverter a
lei da causalidade? Os que tentam substituir a mente apossando-se dos produtos dela?
Pois o homem que sente desprezo por si mesmo tenta obter amor-próprio por meio de aventuras sexuais – o que é inútil, porque o sexo não é a causa, e sim o efeito e uma manifestação da imagem que um homem faz do próprio valor.
– É melhor explicar isso.
– Já lhe ocorreu que a questão é a mesma? Os homens que acham que a riqueza provém de recursos materiais e não tem nenhuma raiz nem significado intelectual são aqueles que pensam – pelo mesmo motivo – que o sexo é uma capacidade física que funciona independentemente da inteligência, da escolha ou dos valores do indivíduo. Eles pensam que o seu corpo cria um desejo e faz uma opção por eles – mais ou menos do mesmo modo que o minério de ferro se transforma sozinho em trilhos de trem, por sua própria vontade. O amor é cego, dizem. O sexo é imune à razão e ri do poder de todos os filósofos. Mas, na verdade, a escolha sexual de um homem é o resultado e o somatório de suas convicções fundamentais. Diga-me o que um homem acha sexualmente atraente que lhe direi qual é toda a sua filosofia de vida. Mostre-me a mulher com quem ele dorme e lhe direi que imagem ele faz de si próprio.
Rearden não ousava interrompê-lo, então D’Anconia prosseguiu:
– Independentemente das asneiras que lhe ensinaram a respeito do que a sexualidade tem de altruísta, o ato sexual é o mais profundamente egoísta de todos os atos, pois só pode ser realizado para o prazer de quem o pratica – imagine realizá-lo por espírito desinteressado de caridade! –, um ato que não é possível num clima de autodegradação, mas só de autoexaltação, somente quando se tem certeza de que se é desejado e merecedor do desejo. É um ato que força o homem a ficar nu tanto no corpo quanto no espírito e a aceitar seu ego verdadeiro como seu padrão de valor. Ele sempre será atraído pela mulher que reflete sua visão mais profunda de si próprio, a mulher cuja entrega lhe permite experimentar ou fingir o amor-próprio. O homem que está convicto de seu próprio valor e dele se orgulha há de querer o tipo mais elevado de mulher possível, a mulher que ele admira, a mais forte, a mais difícil de conquistar, porque somente a posse de uma heroína lhe dará a consciência de ter realizado algo, não apenas de ter possuído uma vagabunda desprovida de inteligência. Ele não tenta… Mas o que há? – perguntou D’Anconia, ao perceber a expressão de Rearden, que denotava um interesse muito mais profundo do que o normalmente despertado por uma conversa sobre assuntos abstratos.
– Continue – pediu Rearden, tenso.
– Ele não tenta ganhar seu valor, e sim exprimi-lo. Não há conflito entre os padrões de sua mente e os desejos de seu corpo. Mas o homem que está convencido de que não tem valor será atraído por uma mulher que despreza, porque ela refletirá seu próprio eu secreto e lhe proporcionará uma fuga daquela realidade objetiva na qual ele é uma fraude, ela lhe fornecerá uma ilusão momentânea de seu próprio valor e uma fuga momentânea do código moral que o condena. Observe o caos que é a vida sexual da maioria dos homens e repare no amontoado de contradições que constitui sua filosofia moral. Uma coisa deriva da outra. O amor é nossa resposta a nossos valores mais elevados e não pode ser outra coisa. O homem que corrompe seus próprios valores e a visão que tem de sua existência, que afirma que o amor não é o prazer que se tem consigo próprio, mas a renúncia, que a virtude consiste não em orgulho, mas em piedade, dor, fraqueza ou sacrifício, que o amor mais nobre nasce não da admiração, mas da caridade, que não é despertado por valores, mas por defeitos – esse homem se parte em dois. Seu corpo não lhe obedecerá, não reagirá da forma apropriada e o tornará impotente em relação à mulher que ele afirma amar, impelindo-o para a prostituta mais abjeta que puder encontrar. Seu corpo sempre obedecerá à lógica profunda de suas convicções mais íntimas. Se ele acredita que os defeitos são valores, ele amaldiçoa a existência e a rotula de mal, e apenas o mal o atrai. Ele se amaldiçoa a si próprio e sentirá que a depravação é a única coisa capaz de lhe inspirar prazer. Ele associa a virtude à dor e sente que o vício é a única fonte de prazer. Então vocifera que seu corpo tem desejos abjetos que sua mente não consegue dominar, que o sexo é pecado, que o verdadeiro amor é uma emoção puramente espiritual. E então ele não
entende por que o amor só lhe provoca tédio, e a sexualidade, apenas vergonha.
Rearden disse lentamente, com o olhar distante, sem perceber que estava pensando em voz alta:
– Pelo menos… nunca aceitei aquele corolário: jamais me senti culpado por ganhar dinheiro.
D’Anconia não se deu conta do que representavam as duas primeiras palavras de sua frase. Sorriu e disse, entusiasmado:
– Então o senhor vê que é a mesma questão no fundo? Não, o senhor não seria capaz de aceitar nenhuma parte desse credo doentio. Não seria capaz de impor tais ideias a si próprio. Se o senhor tentasse condenar o sexo como um mal, continuaria a encontrá-lo em si próprio, contra sua vontade, agindo com base na premissa moral correta. O senhor seria atraído pela mulher mais elevada que conhecesse. Sempre iria querer uma heroína. Seria incapaz de desprezar a si próprio. Seria incapaz de acreditar que a existência é um mal e que o senhor é uma criatura indefesa, presa num universo absurdo. O senhor é o homem que passou toda a sua vida dando à matéria a forma do objetivo em sua mente. É o homem que saberia que, do mesmo modo que uma ideia não expressa em termos de atos físicos é uma hipocrisia desprezível, assim também o é o amor platônico – e, do mesmo modo que a ação física que não é orientada por uma ideia é uma tolice e uma fraude, assim também o é a sexualidade quando desvinculada do código de valores do indivíduo. É a mesma questão, é claro que o senhor sabe, visto que seu amor próprio está intacto. O senhor seria incapaz de sentir desejo por uma mulher que desprezasse. Apenas o homem que louva a pureza de um amor desprovido de desejo é capaz da depravação de desejar sem amar. Porém observe que a maioria das pessoas é uma criatura partida em duas, que vive pulando desesperadamente de um polo para outro. Um dos tipos é o homem que despreza o dinheiro, as fábricas, os arranha-céus e seu próprio corpo. Ele manifesta emoções indefinidas a respeito de questões inconcebíveis, tais como o sentido da vida e sua suposta virtude. E geme de desespero porque não consegue sentir nada pelas mulheres que respeita, porém sente-se aprisionado por uma paixão irresistível dirigida a uma vagabunda que encontrou na sarjeta. Ele é o homem que as pessoas chamam de idealista. Compreende?
Após uma breve pausa, D’Anconia continuou:
– O outro tipo é o que chamam de prático, que despreza os princípios, as abstrações, a arte, a filosofia e a própria mente. Ele tem como único objetivo na vida a aquisição de objetos materiais e ri quando lhe falam da necessidade de considerar seu objetivo ou sua fonte. Ele acha que tais coisas devem lhe proporcionar prazer e não entende por que quanto mais acumula, menos prazer sente. Esse é que é o homem que vive correndo atrás de mulheres. Observe a tripla fraude que comete contra si próprio. Ele não reconhece sua necessidade de amor-próprio, pois ri do conceito de valor moral. No entanto, sente o profundo desprezo por si próprio que caracteriza aqueles que acham que não passam de um pedaço de carne. Ainda que não admita, ele sabe que o sexo é a manifestação física de um tributo aos valores pessoais. Assim, ele tenta, realizando os gestos que constituem o efeito, adquirir o que deveria ser a causa. Ele tenta afirmar seu próprio valor por intermédio das mulheres que se entregam a ele e esquece que as mulheres que escolhe não têm nem caráter, nem julgamento, nem padrões de valores. Ele diz a si próprio que tudo o que quer é o prazer físico, porém observe que ele se cansa de uma mulher em uma semana ou uma noite, que despreza as prostitutas profissionais e adora imaginar que está seduzindo moças direitas que abrem uma tremenda exceção para ele. É a sensação de realização o que ele busca e jamais encontra. Que glória pode haver em conquistar um corpo desprovido de mente? Pois é esse o homem que vive correndo atrás de mulheres. Essa descrição se aplica a mim?
– Não, de jeito nenhum!
– Então o senhor pode julgar, sem pedir minha palavra, se eu realmente levo a vida correndo atrás de mulheres.
Concordam? Discordam? Já tiveram problemas com isso? Comentemmmm!

Abraços!


Não imbecil, esperar é arriscar uma vida inteira de infelicidade ao invés de saber com antecedência se o relacionamento vai ser sexualmente positivo para os dois.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Fechamento do mês jun/2014

Fala galere da aportação,



Junho chegou trazendo a copa do mundo pra animar a galera, eliminar todas as notícias ruins da TV e dar muita folga pro proletariado, ainda bem que a economia tá de vento em popa e a gente pode se dar ao luxo de vagabundear pra caramba né?
Brincadeiras a parte a copa do mundo está bem divertida de acompanhar. Não gosto de futebol mas curto a copa.
Junho foi mais um mês parado na bolsa, assim como a maioria dos meses do ano. Os desastres petistas na economia martelam todo dia nossas vidas, e o debate político esquenta agora com as alianças de ladrões sendo formadas. Na internet, a massa acéfala de adoradores do Lula e da Dilma, alimentados por blogs de retardados como Sakamoto e Socialista Morena continua a bostejar a besteiraiada de sempre sobre desigualdade, racismo, minorias, sexo anal contra o capital e blábláblá. Já falei isso aqui antes mas cada eu comprovo mais que os esquerdistas que eu conheço ou são aqueles filhinhos de papai alienados da vida que nunca precisaram batalhar pra ter dinheiro, ou aqueles bem, bem fracassados mesmo, aquele cara que você fez faculdade e sempre soube que seria um merda e todo mundo evoluiu e ele continua lá na mesma situação de vaga de suporte técnico.
Passando o momento revolta vamos aos números mornos do mês:

Aporte: R$ 3000,00

Rentabilidade total do mês: 2,08%
Rentabilidade desconsiderando o aporte: 1,04%
Evolução anual: 5,56%


Percentuais:

23,54% CDBs e LCIs
59,93% Tesouro Direto Pré-fixado
7,24% Poupança
9,28% Ações

Aporte menor que o esperado pois comprei um videogame novo (olhe o título do blog, sou nerd). Videogame se paga com o tempo depois que você deixa de sair pra gastar naquele final de semana nublado pra ficar em casa fechando seus jogos favoritos. Mentira, mas eu me dei de presente pois eu me amo muito. Apesar de gastar ainda sim meu patrimônio aumentou quase 6k no final do mês, tá ótimo.

Vida pessoal

Sabe aquela amiga que você tem faz muitos anos e um dia você tá lá na balada com ela e mais uns amigos, aí você puxa ela pro canto e parte pra cima? Pois é, foi o que aconteceu comigo, e agora estou num rolo com ela. Só tem um detalhe de bosta: ela é de igreja. Vou ter que sentar com ela pra ver até onde dá pra ir nessa relação (sim eu quero sexo). Se eu ver que não rola pulo fora. Mas estou me divertindo bastante com ela, está me fazendo muito bem, é engraçado como eu consegui até agora não me apegar, o tempo passa e os namoros falidos fazem com que a gente amadureça bastante os sentimentos. Se fosse no passado eu já teria feito várias bobagens.

É isso aí pessoal, o blog esse mês foi meio parado, mas esse ano está terrível para os investimentos. Eleição vai decidir tudo, país bolivariano ou uma perspectiva de recomeço pra nossa economia.


Faith no More - Evidence


Abraços!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

[Livro] A Revolta de Atlas



Considerado o segundo livro mais influente nos Estados Unidos depois da Bíblia, A Revolta de Atlas (Atlas Shrugged) é a obra-prima da escritora e filósofa Ayn Rand, que traduziu a sua filosofia do objetivismo em um romance sobre a luta dos homens que produzem contra uma sociedade que condena o pensamento, o indivíduo e o lucro.

Um dos melhores livros que já li na vida! Para você amigo aportador, que entende o valor da luta pela independência financeira, que se sente sufocado a cada dia quando paga impostos exorbitantes, quando esbarra na máquina estatal que cria inúmeros problemas e te cobra caro para resolvê-los, quando suas idéias de abrir um negócio próprio rapidamente são frustradas pelo custo absurdo comparado ao risco... por favor compre logo essa obra-prima.

A história gira em torno de Dagny Taggart, diretora de operações da ferrovia Taggart, a grande paixão da sua vida, desde pequena. Dagny cresceu com o instinto natural de uma líder produtora, e adora o trabalho que faz. Cuidar da ferrovia de forma eficiente, atender os seus clientes da melhor maneira possível, é a realização do seu objetivo de vida. Já o seu irmão, que comanda a empresa, é o completo oposto: um inútil incapaz de tomar qualquer tipo de decisão, mas que mantém o seu cargo através de suas amizades com os poderosos do governo, aqueles que ditam as regras sobre os que produzem, que expropriam, que controlam negócios nos quais nada entendem. No mundo do livro (que se passa em um período não definido, provavelmente no pós-guerra), a maioria dos países se tornaram repúblicas socialistas nos moldes de Cuba, e os EUA são o único resquício de capitalismo ainda existente, porém já completamente dominado por políticos de esquerda e com falências pipocando por todos os lados.

Eis que os grandes industriais, pesquisadores, inventores, produtores, engenheiros, começam a desaparecer misteriosamente. As indústrias (as máquinas do mundo) começam a parar pela falta de mentes, e os burocratas passam a condenar o lucro e o livre mercado por todos os problemas, e a partir daí começa uma avalanche de medidas intervencionistas sem o menor sentido econômico, que acabam agravando ainda mais a situação e gerando mais e mais medidas. No olho do furacão está Hank Rearden, uma das grandes mentes inventoras, dono de uma siderúrgica e inventor de um metal mais barato e de excelente qualidade (que ele levou 10 anos para conseguir produzir). Dagny trava suas batalhas durante o livro, porém Hank é o grande alvo: ele carrega a produção do país nas costas, porém é criticado pela família (que o odeia por não aderir a "causas sociais" e somente visar o lucro, porém são todos sustentados por ele), pela alta sociedade (por não se relacionar com os burocratas) e pela opinião pública. Pouco a pouco Hank vai sendo destruído e vê suas criações sendo roubadas com a desculpa de servirem ao "bem-maior", enquanto o país afunda em desemprego, fome e caos.

Outro personagem muito interesse é Francisco D'Anconia, herdeiro da maior produtora de cobre do mundo, que repentinamente deixa seu espírito empreendedor de lado e se torna um playboy esbanjador que visa apenas a destruição do seu próprio patrimônio e de todos que se relacionam com ele. O triângulo amoroso vivido entre Dagny-D'Anconia-Rearden se torna muito interessante no desenrolar da trama, mostrando que os mesmos valores que deveriam ser aplicados entre homens honrados no livre-mercado também se aplicam em todas as áreas da vida, incluindo o amor.

O cenário desolador é muito bem explorado: a paralisia das mentes, as pessoas não-produtoras que exigem tudo de graça do Estado-papai, a vida miserável e sem sentido dos que condenam a livre-iniciativa com suas falácias coletivistas, incapazes de gerar qualquer valor pra sociedade porém se achando no direito de se apropriarem das riquezas de quem produz e de ditarem as regras de como produzir. Você sente a sociedade definhando conforme o passar do tempo, e as obviedades sobre os problemas do mundo sendo mascaradas por políticos psicopatas cujo único objetivo é a manutenção do poder pelo poder, e não pela meritocracia (alô PT).

Toda a obra serve para embasar o grande discurso proferido por um dos personagens próximo ao final, uma síntese de toda a filosofia de Ayn Rand sobre o objetivismo: sua defesa do livre-mercado, do lucro, da propriedade privada e da mente do homem como sua maior virtude. A autora não poupa críticas contra o governo, contra as filosofias marxistas (que ela nunca menciona de forma direta), contra a hipocrisia dos que condenam quem produz porém não podem viver sem os produtores. O lucro é o grande demônio visto pela sociedade, que não é capaz de entender qual é o verdadeiro sentido do dinheiro. Aliás, para mim a melhor parte do livro é o discurso que D'Anconia dá em uma festa cheia de celebridades esquerdistas com suas falácias idiotas sobre "o dinheiro ser o mal da sociedade" (confira nesse link, não contém spoilers). Vou tentar decorar esse discurso para usar contra qualquer imbecil socialista que aparecer na minha frente.

O grande discurso final é uma aula que deveria ser ensinada em todas as escolas ao invés da lavagem cerebral marxista que nossas crianças recebem, que as tornam seres idiotizados incapazes de pensar, de produzir, de gerar valor pra sociedade. É incrível como o livro se torna tão atual mesmo tendo sido escrito há mais de 50 anos atrás, principalmente olhando a nossa volta e comparando o cenário de destruição do livro com nossa terra da Banânia.

Comprem esse livro, pois vocês não se arrependerão (existe um filme sendo produzido em 3 partes, ainda não vi, mas as críticas são bem ruins, então fique com o livro mesmo).


Abraços!